MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 2,77% ontem e fechou com a segunda maior alta porcentual do ano, menor apenas do que a valorização de 4,55% registrada no dia 24 de fevereiro. Das 53 ações que fazem parte do Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista -, apenas três terminaram o dia em queda, com destaque para o papel preferencial da Telesp, que caiu 1,62% no dia. Segundo analistas, o Ibovespa tinha caído bastante. Com os dados de ontem, o mercado aproveitou para se recuperar. Na semana passada, por exemplo, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo caiu 4,74%.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 1,06%; Petrobras PN, 3,35%; Embratel Par. PN, 7,58%; Usiminas PNA, 6,43%; Telesp CL PA PN, 1,30%; Vale R. Doce PNA N1, 2,76%; Bradesco PN N1, 1,06%; Eletrobrás PNB, 3,12%; Sid. Nacional ON, 2,44%; Cemig PN N1, 3,49%.
Altas e baixas
As maiores altas do Ibovespa foram Sabesp ON (8,21%), Eletropaulo PN (7,84%) e Embratel Par PN (7,32%). Das 53 ações que compõem o Ibovespa, apenas três fecharam em baixa: Telesp PN (-1,63%), Telemar Norte Leste PNA (-0,67%) e Brasil Telecom PN (-0,09%).
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,19% ao ano. Hot money, 2,45% ao mês. Capital de giro, 24,92% ao ano. CDI, 19,20% ao ano. Over a 19,26%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 35,75 o grama, alta de 0,41%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 433,70 a onça troy (às 18h55), alta de 1,59%.
Risco Brasil
A melhora no cenário lá fora também impulsionou os títulos da dívida externa brasileira, que fecharam na cotação máxima pelo segundo dia consecutivo. O risco Brasil também refletiu esse comportamento e, no final da tarde, caía 21 pontos, para 458 pontos-base.
Dólar cai 1,26%
O dólar fechou ontem com queda de 1,26%, vendido a R$ 2,575. Trata-se da maior queda porcentual desde 17 de março, quando a moeda terminou o dia com desvalorização de 1,52%. Com a baixa de ontem, a divisa já acumula desvalorização de 3,48% em abril.
Inflação nos EUA
A moeda norte-americana iniciou a terça-feira em baixa e acentuou o movimento de queda após a divulgação do indicador de inflação ao produtor nos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho norte-americano divulgou ontem que o PPI (sigla em inglês para o índice de preços ao produtor) subiu 0,7% em março, já com ajustes sazonais.
Alívio dos analistas
Embora o indicador tenha superado os dados de janeiro (+0,3%) e fevereiro (+0,4%), o núcleo da inflação - que exclui os preços de alimentos e energia - subiu 0,1%, mesma variação registrada no mês anterior. Para Júlio César Vogeler, analista da corretora Didier Levy, o indicador de inflação dos EUA aliviou as preocupações dos mercados em torno de um aumento mais agressivo no juro norte-americano, atualmente em 2,75% ao ano.
Esperando o Copom
Cresceram as expectativas de aumento no juro básico da economia brasileira na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que termina hoje. A taxa brasileira está em 19,25%.
Euro e iene
O dólar continuou a perder terreno frente às principais moedas do mundo ontem, com os investidores ponderando as consequências que uma desaceleração econômica nos EUA poderá ter para a divisa daquele país. No final do tarde em Nova York, o euro era cotado a US$ 1,3070, ante US$ 1,3016 de segunda-feira. O dólar valia 106,75 ienes, ante 107,55 ienes de anteontem.
PIB argentino
O Instituto Nacional de Estatística da Argentina (Indec) informou que o PIB do país cresceu 8,6% em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2004. Os dados são preliminares. Em comparação com janeiro, o crescimento foi de 0,1% (dado sazonalmente ajustado). Economistas consultados na última pesquisa do Banco Central argentino previam uma expansão menor, de 8,2%. Segundo o Indec, o PIB da Argentina cresceu 8,8% nos primeiros dois meses de 2005, em comparação com o período janeiro/fevereiro de 2004.
Tóquio e Europa
As ações subiram 1,2% na bolsa de valores de Tóquio, recuperando parte das perdas do pregão de segunda-feira, com investidores inspirando-se nos ganhos de anteontem do Nasdaq (EUA). A bolsa de Londres fechou em alta de 0,59%. Em Paris, subiu 0,32%. Em Frankfurt, alta de 0,06%. Em Milão, aumentou 0,11%. Em Madri, alta de 0,23%. Em Lisboa, subiu 0,2%.
Petróleo rotoma alta
O petróleo voltou a subir ontem e atingiu o patamar de US$ 52 durante as negociações, revertendo as quedas de segunda, quando caiu abaixo dos US$ 50. O barril para entrega em maio fechou cotado a US$ 52,29, alta de 3,81%. Os contratos para maio vencem hoje, mesmo dia em que deve ser divulgado o novo relatório de estoques de gasolina e estoques do Departamento de Energia dos EUA.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





