Bovespa em alta
Após três baixas, o Ibovespa (53 ações de primeira linha) fechou em alta de 0,90%, aos 24.877 pontos, em dia de vencimento dos contratos de opções sobre as ações. A melhora do risco Brasil, puxada por boatos sobre uma nova captação externa pelo Brasil, também aliviou o clima no mercado de ações. No mês, porém, o índice paulista ainda acumula perda de 6,51% e de 5,04% no ano.

Rumores
Na semana passada, rumores sobre dificuldades enfrentadas por grandes corporações norte-americanas provocaram um movimento de ''flight to quality'', com fortes quedas das bolsas de valores e também das taxas de juros dos Treasuries. Ontem, esse cenário de crise deu lugar a um ambiente mais tranqüilo, onde a palavra ''ajuste'' foi mais entoada do que a palavra ''crise''.

Negócios baixos
Os negócios movimentaram R$ 1,714 bilhão, abaixo da média do mês passado (R$ 1,8 bilhão). Desse total, o exercício de opções respondeu por R$ 469,348 milhões, o terceiro menor do ano. A ação preferencial da Telemar fechou em alta de 1,45%. O pregão foi movido mais por razões técnicas do que necessariamente conjunturais. Lá fora, as Bolsas também tiveram tendências conflitantes. O Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 0,16%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,25%.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 1,85%; Petrobras PN, -0,91%; Embratel Par. PN, -0,25%; Usiminas PNA, 0,00%; Telesp CL PA PN, 1,48%; Vale R. Doce PNA N1, 2,24%; Bradesco PN N1, -1,60%; Eletrobrás PNB, -0,28%; Sid. Nacional ON, 1,68%; Cemig PN N1, 3,57%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 35,70 o grama, queda de 0,97%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 427,25 a onça troy (às 18h50), alta de 0,51%.

Dólar cai
Após duas altas consecutivas devido às preocupações com o crescimento mundial, o dólar corrigiu a rota e voltou a fechar em queda, em dia de poucos negócios, expectativa com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros, amanhã, e rumores sobre uma nova captação do Brasil com lançamento de bônus no exterior. A moeda norte-americana encerrou em baixa de 0,45%, cotada a R$ 2,608, mínima do dia. Agora, a divisa acumula queda de 2,25% no mês e de 1,75% no ano. Mas houve momento de alta ontem, quando o dólar chegou a subir 0,26%, vendido pela máxima de R$ 2,627.

Boas notícias
O comércio exterior continua gerando boas notícias para o mercado de câmbio. O Ministério do Desenvolvimento informou ontem que a balança comercial brasileira já acumula um saldo positivo superior a US$ 10 bilhões neste ano. Na semana passada, com previsões pessimistas de que a economia global crescerá em ritmo mais lento neste ano, analistas citaram o temor de que, exportando menos aço e minério de ferro, a balança comercial brasileira seja prejudicada.

Dia mais ameno
Lá fora, o dia também foi mais ameno. O dólar enfraqueceu frente ao euro. O risco Brasil caiu abaixo dos 475 pontos, embora ainda acumule alta de quase 2% neste mês. Circularam os rumores de que o Brasil está prestes a vender bônus no exterior, um tipo de operação que ajuda a melhorar as perspectivas de que o setor privado consiga empréstimos lá fora, aumentando a oferta de dólares no país.

Juros futuros
Na BM&F, os juros futuros cederam. O boletim Focus apontou que boa parte do mercado espera manutenção da taxa Selic em 19,25% ao ano amanhã, o que marcaria o fim do ciclo de altas dos juros, iniciado em setembro do ano passado. Mas há quem ainda sustente sua aposta em um aumento de 0,25 ponto percentual no juro nesta semana. CDB prefixado de 30 dias, 19,25% ao ano. Hot money, 2,52% ao mês. Capital de giro, 25,07% ao ano. CDI, 19,20% ao ano. Over a 19,25%.

Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem, afetadas pela queda de 78,7% no lucro líquido da fabricante de equipamentos eletrônicos Philips Electronics no primeiro trimestre.A bolsa de valores de Londres fechou em queda de 1,32%. Em Paris, caiu 2,05%. Em Frankfurt, despencou 2,55%. Em Milão, regrediu 2,4%. Em Madri, baixa de 1,41%. Em Lisboa, caiu 0,86%.

Bolsas da Ásia
A escalada dos protestos contra o Japão na China e as fortes perdas das bolsas norte-americanas na sexta-feira levaram a bolsa de valores de Tóquio ao menor nível desde dezembro, com queda de 3,8%. Em Taipé, caiu 2,94%. Em Cingapura, cedeu 1,98%. Em Bangcoc, despencou 3,06%. Na Indonésia, perdeu 3,31%. Na Coréia do Sul, caiu 2,35%. Na Malásia, regrediu 0,87%. Na China, perdeu 1,6%. Em Hong Kong, caiu 2,1%. Nas Filipinas fechou em queda de 2,4%.

Petróleo tem queda
O preço do petróleo caiu ontem, com as declarações do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep , xeque Ahmed Fahd Al Ahmed Al Sabah, que que a cota oficial de produção do cartel deve subir em maio. O barril para entrega em maio, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou cotado a US$ 50,37, ligeira baixa de 0,24%.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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