Bolsas em baixa
O Ibovespa fechou em queda de 0,53%, aos 26.066 pontos. O volume financeiro somou R$ 3,524 bilhões, inflado pelo vencimento do índice futuro. Nos EUA, o Dow Jones caiu 0,99%, enquanto a Nasdaq recuou 1,55%. O mercado americano ficou abatido com o resultado decepcionante das vendas no varejo em março, que subiram só 0,3%, abaixo do esperado (0,8%).

Vale: maior queda
Em São Paulo, a maior queda foi da ação ON da Vale do Rio Doce, que perdeu 4,71%, cotada a R$ 75,51, após notícia de que o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) quer pedir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a adoção de restrições na compra de mineradoras pela Vale. O papel PNA teve a terceira maior baixa, de 3,60%, a R$ 64,90.

Estrangeiro
Ontem, a Bovespa divulgou que, neste mês, até o dia 8, o saldo de investimento estrangeiro está negativo em R$ 489,509 milhões, mas o indicador ainda está positivo no acumulado do ano (R$ 2,271 bilhões). No ano, o Ibovespa passou a acumular queda de 0,50%. No mês, a baixa é maior, de 2,05%. Na véspera, o índice havia subido 1,18% com a menor preocupação dos bancos com a política monetária nos EUA, após a ata do Fed descartar aumento do ritmo de alta do juro. No último dia 22, o banco central dos Estados Unidos promoveu a sétima alta consecutiva do juro, em 0,25 ponto percentual, para 2,75% ao ano.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,17%; Petrobras PN, -1,70%; Embratel Par. PN, -2,44%; Usiminas PNA, -1,56%; Telesp CL PA PN, -1,26%; Vale R. Doce PNA N1, -3,31%; Bradesco PN N1, -0,06%; Eletrobrás PNB, 1,59%; Sid. Nacional ON, -1,65%; Cemig PN N1, 1,40%.

Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,22% ao ano. Hot money, 2,45% ao mês. Capital de giro, 23,68% ao ano. CDI, 19,19% ao ano. Over a 19,24% ao ano.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 35,500 o grama, estável. Ouro na Comex de Nova York a US$ 431,00 a onça troy, alta de 0,39%.

Dólar recua
O dólar atingiu ontem o menor valor desde junho de 2002, antes da crise com a eleição. A moeda norte-americana caiu 0,42% e fechou valendo R$ 2,563. Foi a segunda baixa consecutiva e a oitava do mês. Entre os motivos da queda do dólar, estão a redução do risco brasileiro, a queda do preço do petróleo, as entradas de recursos externos e a ausência dos leilões do Banco Central.

Acumulando baixa
Neste mês, o dólar já acumula uma baixa de 3,93%. No ano, a desvalorização já alcança 3,44%. Ontem, a divisa chegou a ser negociada pela mínima de R$ 2,553, recuo de 0,81%. ''Quando o dólar ameaça ficar abaixo do piso de R$ 2,56, os bancos seguram. Mas acho que nos próximos dias a moeda fura essa barreira'', disse o analista da corretora Comex, Alessandro Malagutti.

Risco Brasil
Com a queda dos juros pagos pelos títulos do Tesouro americano, o risco Brasil voltou a cair, ficando abaixo dos 440 pontos. A taxa do principal título americano, de dez anos, recuou de 4,36% para 4,34%. Isso ocorre porque os bancos reduziram suas apostas em uma alta agressiva dos juros norte-americanos.

11 vezes seguidas
Não é a primeira vez neste ano que o dólar fecha na cotação de R$ 2,563. Isso também ocorreu no último dia 17 de fevereiro. Esse valor é o menor desde 3 de junho de 2002, quando estava em R$ 2,536. Desde o dia 24 do mês passado, o dólar chegou a cair 11 sessões consecutivas, mas na segunda-feira passada interrompeu a sequência fechando estável.

Dólar, euro, iene e libra
O dólar chegou ao final da tarde em Nova York praticamente inalterado diante do euro, mas em queda frente ao iene e à maior parte das moedas dos países emergentes. No final da tarde, o euro era negociado a US$ 1,2906, de US$ 1,2917 de ontem. O dólar valia 107,39 ienes, de 107,72 ienes de ontem. A libra era trocada por US$ 1,8932, de US$ 1,8906 de ontem.

Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam ontem em alta com o preço do petróleo em seu nível mais baixo em sete semanas e com o menor temor de uma alta agressiva de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano). O resultado fraco das vendas no varejo nos EUA em março, no entanto, inibiu maiores altas. A bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,3%. Em Paris, alta de 0,49%. Em Frankfurt, alta de 0,77%. Em Milão, subiu 0,09%. Em Madri, alta de 0,76%. Em Lisboa, subiu 1,17%.

Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio fechou em queda de 0,3% pelo terceiro dia consecutivo, com os investidores realizando lucros em ações como as da Sony e Nikon. Em Hong Kong, alta de 1,04%. Na Indonésia, subiu 0,5%. Na Malásia, subiu 0,9%. Nas Filipinas, caiu 0,6%. Na Coréia do Sul, queda de 0,1%. Em Cingapura, estável. Na China, subiu 2,4%. O mercado acionário de Bangcoc não funcionou ontem, em razão de um feriado.

Petróleo: queda acentuada
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda acentuada em Londres (International Petroleum Exchange - IPE) e em Nova York, (New York Mercantile Exchange - Nymex). Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 50,22 o barril, em queda de US$ 1,64 (3,16%); a mínima foi de US$ 50,06 e a máxima de US$ 52,05. Esse foi o menor nível de fechamento em sete semanas. Na IPE eletrônica, os contratos de petróleo o Brent para maio fecharam em US$ 50,48 o barril, em queda de US$ 1,50.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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