MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
O Ibovespa (índice das principais ações da Bolsa de Valores de São Paulo) subiu 1,18% e fechou aos 26.206 pontos, no embalo da alta em Nova York, onde o Dow Jones valorizou 0,57%, e a Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,67%.
Perdas zeradas
Carro-chefe da Bovespa, Telemar PN valorizou 2,59% e terminou cotada a R$ 41,92. O pregão movimentou R$ 1,437 bilhão, abaixo da média do mês passado (R$ 1,8 bilhão). No mês, o Ibovespa ainda acumula queda de 1,52%, mas já zerou as perdas no ano (+0,04%).
Avaliação
Segundo o analista da corretora Concórdia, Tiago Tregier, a reação positiva do mercado internacional ao teor da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e os ajustes dos investidores nas carteiras na véspera do vencimento do índice futuro explicam a alta da Bovespa ontem. ''A ata do Fed ajuda a impulsionar a Bovespa. Além disso, as ações estavam baratas após a forte queda no mês passado devido à realização de lucros'', disse Tregier, para quem não fazia lógica o Ibovespa ficar abaixo do patamar de 25.700 pontos e deve agora oscilar até 26.500 pontos.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 2,79%; Petrobras PN, -0,41%; Embratel Par. PN, 3,43%; Usiminas PNA, 0,00%; Telesp CL PA PN, 2,09%; Vale R. Doce PNA N1, -1,13%; Bradesco PN N1, -0,23%; Eletrobrás PNB, 5,02%; Sid. Nacional ON, 2,55%; Cemig PN N1, 3,92%.
Inflação preocupa
A ata do Fed não surpreendeu e, de certa forma, aliviou os mercados. Não que o Fed tenha sido otimista: o documento confirmou que a inflação continua preocupando, mas não indicou que haja riscos de uma mudança no ritmo de aperto monetário no curto prazo. Assim que a ata foi divulgada, os juros dos Treasuries recuaram, em uma reação em linha com a máxima que diz que o mercado ''compra no boato e cai no fato''. ''Foi uma realização porque o mercado havia se preparado para algo pior'', afirma um operador.
Juros
O DI janeiro/06, o mais líquido, fechou o pregão viva-voz na mínima do dia, com taxa de 19,51% (a máxima havia sido de 19,65%). No eletrônico, a taxa recuou ainda mais para 19,46%. CDB prefixado de 30 dias, 19,20% ao ano. Hot money, 2,33% ao mês. Capital de giro, 24,98% ao ano. CDI,19,22% ao ano. Over a 19,26%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 35,60 o grama, estável. Ouro na Comex de Nova York a US$ 428,25 a onça troy, alta de 0,04%.
Risco Brasil
No final do pregão, o risco Brasil registrava baixa de 2,01%, aos 437 pontos, refletindo a valorização dos títulos da dívida externa do país.
Dólar em queda
O dólar fechou em queda de 0,46%, vendido a R$ 2,574, menor cotação desde 17 de fevereiro, quando estava em R$ 2,563. A moeda norte-americana acumula baixa de 3,52% no mês e de 3,02% no ano.
Ata do Fed
A divisa, que chegou a subir até 0,69% na máxima de R$ 2,604, mudou de direção e passou a cair após a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na avaliação do gerente de câmbio do Banco Rendimento, Hélio Osaki, o documento afastou, por enquanto, a possibilidade de uma fuga de investidores dos países emergentes.
Elevar juros
Aguardada com ansiedade nos últimos dias, a ata informou que o Fed poderá elevar novamente os juros americanos, mas sem acelerar o ritmo desse aumento da taxa. No último dia 22, o banco central dos EUA promoveu a sétima alta consecutiva do juro, em 0,25 ponto percentual, para 2,75% ao ano. Na época, o Fed já repetia que o processo de alta dos juros seria gradual e comedido, mas fez alerta sobre os maiores riscos da inflação, o que derrubou os mercados nesse dia.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou com o índice FT-100 em baixa de 0,54% com as dez maiores companhias em capitalização de mercado no índice em baixa. Em Paris, caiu 0,51%. Em Frankfurt, queda de 0,55%. Em Milão, recuou 0,56%. Em Madri, queda de 0,34%. Em Lisboa subiu 0,15%.
Bolsas da Ásia
As ações caíram 0,6% em Tóquio, influenciadas pela manutenção do iene em elevado patamar de preço e com os protestos na China contra o Japão. Em Hong Kong, pequena queda de 0,01%. Na Malásia, cedeu 0,4%. Na Coréia do Sul, caiu 0,4%. Na China, cedeu 1,7%. Em Cingapura, queda de 0,4%. Na Indonésia, subiu 0,4%. Nas Filipinas, alta de 1,6%. Em Taipé, ganhou 0,2%.
Petróleo: forte baixa
Os contratos futuros de petróleo fecharam com forte queda tanto em Nova York (New York Mercantile Exchange - Nymex) quanto em Londres (International Petroleum Exchange - IPE). Esse movimento foi provocado por um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) afirmando que há mais probabilidade de redução do que de aumento da demanda por petróleo este ano.
Confira os preços
Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 51,86 o barril, em queda de US$ 1,85 (3,44%); a mínima foi de US$ 51,70 e a máxima de US$ 54,05. Na IPE eletrônica, os contratos de petróleo Brent para maio fecharam em US$ 51,98 o barril, em queda de US$ 1,23 (2,31%).
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Bras





