Bovespa sobe pouco
O Ibovespa fechou praticamente estável, em um pregão marcado pelo tombo das ações das siderúrgicas. O índice encerrou aos 25.899 pontos (+0,06%). O giro somou R$ 957,562 milhões, abaixo da média do mês passado (R$ 1,88 bilhão).

Maiores quedas
A maior queda do Ibovespa foi da ação ordinária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que perdeu 4,38% e encerrou cotada a R$ 54,50. Com a quarta maior baixa, a ação PNA da Usiminas recuou 2,18% a R$ 51,45. Neste mês, segundo a consultoria Economática, as ações do setor de siderurgia acumulam, em média, uma desvalorização de 5,5%. Segundo analistas, o setor terá dificuldades de repetir os lucros recordes do ano passado.

Lucro da Aracruz
A safra de balanços do primeiro trimestre começou com a divulgação de um lucro de R$ 201 milhões pela Aracruz Celulose. O valor representou aumento de 35% sobre o ganho de igual período de 2004. Mas a ação PNB ignorou o resultado e fechou em queda de 1,36% para R$ 8,65. Foi o segundo dia de baixa.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, +1,26%; Petrobras PN, 0,30%; Embratel Par. PN, -0,46%; Usiminas PNA, -2,62%; Telesp CL PA PN, +1,96%; Vale R. Doce PNA N1, 0,00%; Bradesco PN N1, -0,57%; Eletrobrás PNB, -0,15%; Sid. Nacional ON, -4,11%; Cemig PN N1, +1,42%.

OURO
Ouro na BM&F a R$ 35,60 o grama, alta de 0,28%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 428,30 a onça troy, alta de 0,31%.

Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os principais contratos de juros futuros projetaram alta das taxas. O DI para janeiro de 2006, o mais negociado, subiu de 19,53% para 19,55% ao ano. No final do mês passado, estava em 19,37%. CDB prefixado de 30 dias, 19,24% ao ano. Hot money, 2,52% ao mês. Capital de giro, 24,85% ao ano. CDI, 19,22% ao ano. Over a 19,26 %.

Inflação em alta
No boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro pela primeira vez prevêem que a inflação deste ano ultrapassará 6%. No entanto, eles também estimam que os juros vão ficar estáveis em abril, após sete altas seguidas. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será na próxima semana.

Dólar estável
Após 11 dias de queda, o dólar fechou ontem estável, vendido a R$ 2,586. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a cair até 0,46%, negociada na mínima de R$ 2,574. Nesse patamar, a cotação atraiu compradores, gerando uma pressão que acabou anulando o movimento de baixa da moeda.

Tendência de queda
O dólar deve seguir em tendência de queda, segundo o chefe da mesa de câmbio do banco holandês ING, Alexandre Vasarhely, para quem a marca de R$ 2,50 pode ser alcançada, se mantidas as atuais condições do mercado, como o risco-país em queda e ausência das pressões do Banco Central, que desde o mês passado deixou de realizar leilões para recompor as reservas internacionais do país.

Fatores
Segundo Vasarhely, os fatores que favoreceram os momentos de recuo do dólar ontem foram: a divulgação do dado semanal da balança comercial no Brasil, a ausência dos leilões do Banco Central, a maior entrada de recursos no país e a apreciação do euro frente ao dólar no exterior.

Superávit
Ontem, o Ministério do Desenvolvimento divulgou que a balança comercial brasileira já acumula superávit - saldo positivo entre as exportações e as importações - de US$ 9,712 bilhões no ano, até a segunda semana de abril, volume 44,7% superior ao de igual período de 2004.

Risco Brasil
No final dos negócios do mercado de câmbio, o risco Brasil recuava 0,89%, aos 442 pontos. No mercado internacional, o dólar também operou em queda frente a outras moedas. O euro subia 0,37% e valia US$ 1,2982, em Nova York. Ontem a moeda européia atingiu marca de US$ 1,3004, maior valor desde 1º de abril.

Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em baixa de 0,21%. Em Paris, caiu 0,16%. Em Frankfurt, queda de 0,1%. Em Milão, subiu 0,12%. Em Madri, queda de 0,54%. Em Lisboa, caiu 0,19%.

Bolsas da Ásia
As ações caíram 1,1% na bolsa de valores de Tóquio, com papéis de empresas de transporte marítimo e de fabricantes de maquinários pressionadas pelas notícias de protestos na China contra o Japão. Em Hong Kong, caiu 0,05%. Na Indonésia, queda de 0,47%. Nas Filipinas, baixa de 0,52%. Na Coréia do Sul, queda de 0,63%. Na China, perdeu 0,6%. Em Cingapura, queda de 0,02%. Em Taipé, caiu 0,74%. As bolsas da Malásia e da Tailândia fecharam em alta. Com a procura por pechinchas por investidores locais, o índice malaio subiu 0,7%. Em Bangcoc, subiu 1,55%.

Petróleo em alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Nova York (New York Mercantile Exchange - Nymex) e Londres (International Petroleum Exchange - IPE), impulsionados pelos ganhos dos contratos de gasolina. Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 53,71 o barril, em alta de US$ 0,39 (0,73%); a mínima foi de US$ 52,10 e a máxima de US$ 53,85. Na IPE eletrônica, os contratos de petróleo Brent para maio fecharam em US$ 53,21 o barril, em alta de US$ 0,32.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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