Bovespa em alta
A Bovespa fechou ontem em alta de 2,38%, aos 26.307 pontos, impulsionada, principalmente, por ações dos setores de telefonia e energia elétrica. Tanto no caso das elétricas como das teles, segundo analistas, o movimento das ações foi influenciado pelos anúncios de reajuste de tarifas.

Reajuste de luz
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reajuste médio de 17,74% na tarifa da Companhia Paulista Força e Luz (CPFL), responsável pelo atendimento da região de Campinas (SP). O aumento vale a partir de hoje. A luz ficará também em média 23,88% mais cara em 775 municípios de Minas Gerais, cobertos pela Companhia Energética de MG (Cemig). A agência também autorizou aumentos para as tarifas da Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat), de 13,18% em média, e para a Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul), de 20,69%.

Telefonia também
No caso da telefonia, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ontem que aprovou reajuste de 7,99% para as chamadas de telefone fixo para celular. Entretanto, não informou quando o aumento entrará em vigor. O IEE, índice que segue a movimentação dos papéis das elétricas, registrou alta de 2,8% e o Itelecom, que segue as ações das empresas de telefonia, teve alta de 3,3%. A Bovespa movimentou ontem R$ 1,493 bilhão.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 2,99%; Petrobras PN, 0,44%; Embratel Par. PN, 0,47%; Usiminas PNA, 3,44%; Telesp CL PA PN, 4,63%; Vale R. Doce PNA N1, 2,38%; Bradesco PN N1, 1,57%; Eletrobrás PNB, 3,05%; Sid. Nacional ON, 1,71%; Cemig PN N1, 1,96%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 35,50 o grama, queda de 0,56%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 425,90 a onça troy, queda de 0,23%.

Dólar abaixo de R$ 2,60
O dólar caiu ontem pelo décimo dia seguido e encerrou os negócios a R$ 2,596, uma desvalorização de 0,30% em relação ao fechamento de quarta-feira. Desde 28 de fevereiro, quando terminou o dia a R$ 2,589, a moeda não fechava abaixo de R$ 2,60. No início da tarde, a moeda chegou a subir um pouco, por conta de uma saída grande de dólares, mas voltou a cair logo depois.

Fluxo positivo
Segundo Francisco Carvalho, da corretora Novação, o fluxo positivo está guiando o mercado. Nem mesmo as denúncias contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que voltaram à tona nos últimos dias, conseguiram gerar estresse no mercado.

Está no STF
O procurador-geral de República, Cláudio Fontelles, encaminhou ao STF um pedido de abertura de investigação criminal e de quebra de sigilo fiscal do presidente do BC. O parecer envolve crime contra o sistema financeiro, evasão de divisas e crime eleitoral.

Sem efeito prático
Na avaliação dos analistas, no entanto, as denúncias contra o presidente do BC não terão efeito prático. ''Meu único medo é que ele se canse e resolva sair do Banco Central'', afirmou Carvalho.

Grande apoio
Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy, ressaltou que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao presidente do BC tem contado bastante no mercado. Vogeler considera que o presidente do BC mostra segurança em suas declarações sobre o assunto.

Mercado de juros
O mercado de juros prosseguiu reduzindo os prêmios, ainda na esteira da produção industrial mais fraca do que o previsto em fevereiro. E também por causa da constatação de que houve um alívio em alguns dos indicadores externos em relação à reunião do Copom. Ainda é cedo para apostas definitivas. Mas, neste momento, o mercado entendeu que foram reduzidos os fundamentos para uma aposta a favor de um novo aumento de juro na reunião de abril.

Mudança de posição
O contrato mais curto, com vencimento em maio, encerrou o dia com taxa de 19,28%, comportando, portanto, uma elevação da Selic de 0,19 ponto porcentual na reunião dos dias 19 e 20 de abril. Isso significa que uma parte do mercado que apostava em aumento de juro mudou de posição, já que anteontem o prêmio era compatível com um ajuste de 0,25 ponto porcentual. CDB prefixado de 32 dias, 19,12% ao ano. Hot money, 2,52% ao mês. Capital de giro, 23,80% ao ano. CDI, 19,22% ao ano. Over a 19,24%.

Tóquio e Europa
A bolsa de valores de Tóquio fechou em baixa moderada de 0,1%, com temores de queda no interesse dos estrangeiros pelos ativos japoneses e pelas perdas das ações da Trend Micro e do Credit Saison. Na Europa, a bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,6%. Em Madri, alta de 0,11%. Em Lisboa, subiu 0,56%. Em Frankfurt, alta de 0,24%. Em Milão, subiu 1,07%.

Petróleo em queda
Os contratos futuros de petróleo fecharam com forte queda ontem, tanto em Nova York (New York Mercantil Exchange - Nymex) quanto em Londres (International Petroleum Exchange - IPE). Mais uma vez, a commodity seguiu o comportamento dos contratos de gasolina, que despencaram mais de 7%, reflexo do aumento da expectativa de que o fornecimento nos EUA não será tão restrito quanto alguns temiam.

Confira os preços
Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 54,11 o barril, em queda de US$ 1,74 (-3,12%); a mínima foi de US$ 53,77 e a máxima de US$ 56,84. Na IPE, os contratos de petróleo brent para maio fecharam em US$ 54,04 o barril, em baixa de US $ 1,23 (-2,23%); a mínima foi de US$ 53,70 e a máxima de US$ 56,35.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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