MERCADO FINANCEIRO
Bovespa cai
As quedas das ações do setor de energia elétrica e a alta do petróleo no mercado internacional empurraram a Bolsa de Valores de São Paulo ontem para baixo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, caiu 1,37% e terminou o dia com 26.406 pontos, interrompendo uma sequência de três altas.
Setor elétrico
As ações do setor elétrico foram influenciadas pelo leilão de energia realizado no último sábado. O mercado desconta nos preços o imprevisto das empresas não terem negociado contratos de fornecimento para o ano de 2009. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) cancelou os negócios com lotes para 2009 pela baixa oferta de energia.
Eletrobrás
Analistas mencionam que o teto de preço para 2009 estabelecido pelo Ministério de Energia (R$ 104/MWh) desestimulou a participação de algumas empresas, com o grande destaque de Furnas, geradora do grupo Eletrobrás, que não fechou contratos no leilão. As ações ordinárias da Eletrobrás, por exemplo, caíram 6,73%, e as preferenciais ''B'' fecharam em baixa de 5,06%. O IEE (índice que segue a movimentação das ações das elétricas) caiu 1,63%.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 40,80%; Petrobras PN, -0,48%; Embratel Par. PN, -0,46%; Usiminas PNA, -1,37%; Telesp CL PA PN, 0,48%; Vale R. Doce PNA N1, -2,52%; Bradesco PN N1, -0,03%; Eletrobrás PNB, -4,82%; Sid. Nacional ON, -1,94%; Cemig PN N1, -2,35%.
Juros
O mercado de juros começou o dia de ontem de mau humor. As taxas voltaram a subir e a principal razão foi a alta do preço do petróleo. O contrato para maio negociado em Nova York bateu os US$ 58,00, o que puxou o DI com vencimento em janeiro/2006, o mais líquido, à máxima de 19,54%, mas acabou fechando a 19,48% (ante 19,45% na sexta-feira). CDB prefixado de 30 dias, 19,19% ao ano. Hot money, 2,45% ao mês. Capital de giro, 24,25% ao ano. CDI, 19,24% ao ano. Over a 19,26%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 35,90 o grama, queda de 1,91%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 424,20 a onça troy, queda de 0,47%.
Dólar despenca
O dólar caiu pelo sétimo dia seguido e fechou na menor cotação em mais de um mês. A moeda norte-americana encerrou a segunda-feira com queda de 0,71%, a R$ 2,641, menor valor desde 1 de março deste ano (R$ 2,618). Pela manhã, a moeda oscilou um pouco e chegou a subir 0,45%, pressionado por preocupações com o preço do petróleo, que bateu novo recorde, ao atingir US$ 58 o barril.
BC ausente
Segundo analistas, ainda existe uma preocupação com a trajetória do juro nos Estados Unidos, atualmente em 2,75%. Entretanto, a ausência do Banco Central nos leilões de compra de divisas e as expectativas com entradas de recursos no país continuaram tendo forte influência nos negócios, o que ajudou a sustentar a queda da moeda até o fechamento do dia.
Euro, iene e libra
O dólar subiu ontem frente às principais moedas do mundo, atingindo a máxima em oito semanas diante do euro e em 24 semanas frente ao combalido iene. O Euro caiu para US$ 1,2853 e o dólar subiu a 108,21 ienes. A libra caiu para US$ 1,8752.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em baixa de 0,35%. A bolsa de Paris fechou em queda de 0,68%. Em Frankfurt, caiu 0,73%. Em Milão, queda de 0,39%. Em Madri, queda de 0,9%. Em Lisboa, caiu 0,25%.
Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio registrou uma queda moderada de 0,5%. Em Hong Kong, subiu 0,16%. Na Indonésia, terminou o dia em alta de 0,47%. Nas Filipinas, subiu 1,43%. Em Seul, somou 0,06%. Em Cingapura, valorizou 0,66%. Na China, o Xangai Composto perdeu 1,7% e o Shenzhen Composto cedeu 1,3%. Em Bangcoc, caiu 1,91%. Na Malásia, cedeu 0,99%. Em Taipé, recuou 0,15%.
Após recorde, baixa
Depois de bater novo recorde durante a manhã de ontem, o petróleo devolveu os ganhos e fechou em baixa na Nymex (New York Mercantile Exchange) e na IPE (International Petroleum Exchange, em Londres). Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 57,01 o barril, em queda de US$ 0,26 (-0,45%); a mínima foi de US$ 56,60 e a máxima de US$ 58,28. Na IPE, os contratos de petróleo brent para maio fecharam em US$ 56,23 o barril, em baixa de US $ 0,28 (-0,50%); a mínima foi de US$ 55,90 e a máxima de US$ 57,57.
Horário de verão
Estados Unidos, Canadá e México entraram em horário de verão no domingo, adiantando seus relógios em uma hora. Com isso, o horário de operação do mercado norte-americano de ações passa a ser das 10h30 às 17h (de Brasília). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), futuros e opções de petróleo bruto serão negociados das 11h às 15h30 (de Brasília); futuros e opções de óleo combustível e gasolina serão negociados entre 11h05 e 15h30 (de Brasília); futuros e opções de ouro serão negociados entre 9h20 e 14h30 (de Brasília).
Novas diferenças
Com a mudança de horário, a Costa Leste dos EUA e do Canadá, que inclui Nova York, Washington e Toronto, passaram a estar quatro horas atrás do padrão universal GMT e uma hora atrás do horário de Brasília. A região central dos EUA, que inclui Chicago, ficou cinco horas atrás do padrão universal GMT e duas horas atrás do horário de Brasília. A costa do Pacífico, que inclui Los Angeles e São Francisco, ficou sete horas atrás do padrão GMT e quatro horas atrás do horário de Brasília). A Cidade do México está agora cinco horas atrás do padrão GMT e duas horas atrás do horário de Brasília.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





