Bovespa em alta
O Ibovespa fechou em alta de 0,61%, em 26.773 pontos, entre a máxima de 2,13% e a mínima de 0,01%, com volume de R$ 1,35 bilhão. Contrato de Ibovespa futuro para junho, alta de 1,96%, em 27.510 pontos, entre a máxima de +2,04% (27.530 pontos) e mínima de +1,96% (27.510 pontos). C-Bond a 99,00 centavos de dólar, em queda de 0,50%.

Positivos
Na Bovespa, prevaleceram os indicadores positivos. E também a expectativa de que os balanços trimestrais das empresas serão bastante positivos. Outro motivo que, segundo operadores, manteve a alta da Bolsa hoje é a percepção de que não há espaço para a bolsa afundar. ''A não ser que venha algum indicador muito forte que indique essa possibilidade'', disse um operador.

Estrangeiros
O investimento estrangeiro, no entanto, continua saindo do mercado doméstico. No acumulado em março até o dia 29, o saldo estava em R$ 286 milhões, com saída de R$ 205 milhões no dia 29. Segundo fontes do mercado, no dia 30 teriam saído mais cerca de R$ 30 milhões.

Altas e baixas
As maiores altas do Ibovespa ontem foram Transmissão Paulista PN (4,55%), Eletrobras PNB (4,44%) e Copel PNB (3,68%). As maiores baixas foram Tractebel ON (-5,34%), Ipiranga Petróleo PN (-4,91%) e AmBev PN (-2,98%).

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 0,72%; Petrobras PN, 2,38%; Embratel Par. PN, -0,68%; Usiminas PNA, 0,50%; Telesp CL PA PN, -2,19%; Vale R. Doce PNA N1, -0,01%; Bradesco PN N1, -0,25%; Eletrobrás PNB, 4,44%; Sid. Nacional ON, 1,81%; Cemig PN N1, 2,43%.

Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,16% ao ano. Hot money, 2,37% ao mês. Capital de giro, 23,86% ao ano. CDI, 19,22% ao ano. Over a 19,26%.

Risco Brasil
Os títulos brasileiros não acompanharam o recuo final das taxas dos Treasuries e estavam nas mínimas por volta das 17h57. Até este horário, o último negócio com C-Bond saiu na mínima de 99,1875 centavos de dólar, alta de 0,19%, informou a López Léon. E com o Global 40, também na mínima nesse horário, a 110,75 centavos de dólar, baixa de 0,67%. Às 18h29, o risco Brasil estava na máxima do dia, em alta de 5 pontos, em 463 pontos-base.

Ouro cai
Ouro na BM&F a R$ 36,60 o grama, queda de 0,81%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 426,25 a onça troy, queda de 0,39%.

Dólar em baixa
As divulgações de indicadores econômicos nos Estados Unidos concentraram as atenções no mercado financeiro brasileiro ontem. O dólar caiu 0,29% - sexta baixa seguida - e fechou cotado a R$ 2,660, depois de recuar 0,90% pela manhã.

Mercado futuro
No mercado de dólar futuro, os cinco vencimentos negociados projetaram quedas. Para 1.º de maio, a aposta é de baixa de 0,46% para R$ 2,688. Passada a disputa anteontem em torno da formação da ptax para a liquidação ontem do dólar futuro abril, o volume negociado na BM&F caiu 43%, para US$ 4,74 bilhões, em 94.002 operações.

Trabalho nos EUA
O dado que mais pesou na percepção dos analistas foi o do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que apontou desaceleração na geração de empregos. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que foram criados 110 mil empregos naquele país em março, menos da metade dos 225 mil esperados por analistas de mercado. Em fevereiro, o número de vagas criadas alcançara 243 mil.

Pressão inflacionária
O desaquecimento no mercado de trabalho dos EUA gerou uma expectativa entre os analistas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) poderia não elevar os juros tão rápido quanto o mercado espera. Por outro lado, o índice do Instituto de Gestão e Fornecimento (ISM) de março ficou em 55,2, levemente acima da expectativa de Wall Street, de 55. O componente de preços do indicador passou de 65,5, em fevereiro, para 73, em março, mostrando que existe alguma pressão inflacionária.

Investidor confuso
Para Mirim Tavares, da corretora AGK, os indicadores econômicos saíram contraditórios nos Estados Unidos, deixando os investidores confusos. Hélio Osaki, do Banco Rendimento, destacou que os dados provocaram volatilidade no mercado. ''O mercado ficou ao sabor de toda essa movimentação'', disse Osaki. Ele acrescentou, entretanto, que o bons resultados da balança comercial e o fluxo de entradas de recursos por meio de captações impedem uma reação de curto prazo no câmbio.

Bolsas da Europa
A bolsa de Londres fechou em alta de 0,40%. Em Paris, subiu 0,30%. Em Frankfurt, alta de 0,57%. Em Milão, ganhou 0,55%. Em Madri, alta de 0,33%. Em Lisboa, caiu 0,01%.

Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio fechou em alta de 0,50% no primeiro pregão do novo ano fiscal japonês. Na China, o índice Shangai Composto e o Shenzhen Composto subiram 3,6% cada um. Em Taiwan, alta de 0,38%. A bolsa de Hong Kong fechou em baixa de 0,19%. Na Coréia do Sul, ganho de 1 ,68%. Em Jacarta, alta de 1,38%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, avançou 0,52%. Em Manila, subiu 0,59%. Em Cingapura, alta de 0,11%.

Petróleo bate recorde
O petróleo bateu recorde durante o dia ontem, chegando perto de US$ 58, um dia depois da divulgação de um relatório dizendo que o preço do barril do combustível pode passar de US$ 100 devido ao aumento da demanda e à diminuição da capacidade excedente. O preço do petróleo na Bolsa de Nova York já subiu cerca de 30% este ano. Grandes fundos especulativos estão comprando muito, apostando que o crescimento das economias asiáticas e dos Estados Unidos pressionará a oferta mundial da commodity.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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