MERCADO FINANCEIRO
Bolsa em baixa
O Ibovespa fechou em baixa de 2,89%, em 26.618 pontos, entre a máxima de 1,58% e a mínima de -3,40%, com volume de R$ 1,74 bilhão. Contrato de Ibovespa futuro para abril, queda de 0,35%, em 26.560 pontos, entre a máxima de +1,89% (28.000 pontos) e mínima de -4,00% (26.380 pontos). C-Bond a 98,75 centavos de dólar, em queda de 1,19%.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -3,09%; Petrobras PN, -2,73%; Embratel Par. PN, -1,86%; Usiminas PNA, -2,09%; Telesp CL PA PN, -5,22%; Vale R. Doce PNA N1, -0,81%; Bradesco PN N1, 1,25%; Eletrobrás PNB, -4,47%; Sid. Nacional ON, -1,30%; Cemig PN N1, -4,26%.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,14% ao ano. Hot money, 2,35% ao mês. Capital de giro, 24,56% ao ano. CDI, 19,19% ao ano. Over a 19,25%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 37,25 o grama, queda de 0,13%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 427,13 a onça troy, queda de 0,90%.
Dólar abaixo de R$ 2,70
O dólar caiu e fechou abaixo de R$ 2,70 pela primeira vez em duas semanas devido à expectativa de entrada de recursos externos e à pausa nas intervenções do Banco Central. Desde a quinta-feira passada, não são realizados leilões de compra de divisas. A moeda dos EUA encerrou em baixa de 1,06%, vendida a R$ 2,698, em um dia de negócios travados devido à espera pela decisão dos EUA sobre os juros.
EUA elevam juros
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou ontem a sétima elevação consecutiva da taxa básica de juros dos Estados Unidos, para 2,75% ao ano. O banco também tranquilizou os investidores ao afirmar que vai prosseguiu com sua abordagem ''moderada'' no ajuste dos juros. Essa abordagem vem sendo adotada desde junho do ano passado ao aumentar a taxa em 0,25 ponto porcentual por reunião.
Risco Brasil
O rendimento dos títulos do Tesouro americano disparou para 4,60% após o anúncio do Fed. O risco Brasil saiu de uma queda de mais de 2% para uma alta de 0,68%. A Bovespa também mudou de direção e caiu. Com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os grandes investidores (bancos e fundos) tendem a retirar seus recursos dos mercados emergentes, migrando para aplicações nos EUA.
Fluxo positivo
Apesar dos receios dos bancos, o fluxo de capital para o Brasil segue positivo, graças principalmente às exportações e aos empréstimos no mercado internacional. Ontem, o Banco Mercantil do Brasil fechou uma captação externa de US$ 30 milhões. Desde a semana passada, os operadores comentam que estão no forno emissões da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Votorantim, Braskem e Camargo Corrêa - apesar da forte alta do risco Brasil neste mês, que baliza o custo dessas operações.
Inflação americana
O núcleo da inflação no atacado (que exclui os preços de alimentos e energia) subiu 0,8% em janeiro, nos EUA, maior aumento desde dezembro de 1998 - superando em muito a expectativa de alta de apenas 0,2%. Em fevereiro, a alta foi de 0,4%, com 0,1% de aumento no núcleo. As previsões para a inflação nos próximos meses são pessimistas.
Preços ao produtor
O PPI (sigla em inglês para índice de preços ao produtor) nos EUA registrou aumento de 0,4% em fevereiro, maior alta desde novembro de 2004 (+0,6%, segundo dados revisados), com a alta dos preços de energia e alimentos. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento do Trabalho dos EUA. A alta no mês passado se seguiu a um aumento de 0,3% em janeiro e a uma queda de 0,3% em dezembro do ano passado.
Bolsas da Europa
As bolsas européias fecharam ontem em alta, impulsionadas pelos papéis do setor farmacêutico, mas a espera pela decisão sobre juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve os investidores cautelosos. O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,08%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,35%. A bolsa de valores de Frankfurt fechou com o índice Dax-30 em alta de 0,57%. Em Milão, o índice S&P/MIB fechou em alta de 0,11%. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 0,8%. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 0,14%.
Bolsas da Ásia
A cautela também predominou nos mercados acionários asiáticos ontem, com muitos investidores de lado, evitando assumir posições antes da decisão e do comunicado do Fed sobre a taxa de juro norte-americana. O mercado de ações do Japão fechou em queda de 0,32%. Em Hong Kong, baixa de 0,42%. Na Coréia do Sul, alta de 0,12%. Na China, o índice Shenzhen Composto cedeu 2,2%, enquanto o Shangai Composto caiu 2,0%. Em Taiwan, perdeu 0,66%. A bolsa de Jacarta fechou em alta de 0,09%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 0,79%. Em Manila, nas Filipinas, baixa de 1,70%. Em Cingapura, caiu 0,05%.
Petróleo cai
Os contratos futuros do petróleo fecharam com queda superior a US$ 1,00 ontem, com realização de lucros, já que o mercado não encontrou força para testar a máxima histórica da última quinta-feira, quando o barril fechou a US$ 57,60 na Nymex. No fim do dia, o contrato de maio do petróleo negociado na Nymex valia US$ 56,03 o barril, queda de US$ 1,43 (2,49%). O contrato de mesmo vencimento do petróleo negociado em Londres cedia US$ 1,06 (1,90%), para US$ 54,59 o barril.
Balanço da Vale
Com o lucro de R$ 6,4 bilhões, a Companhia Vale do Rio Doce registrou o melhor resultado de empresas não estatais no ano passado. A Vale detém também os maiores lucros históricos registrados em 2003 e 2001.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





