Bolsa em queda
O Ibovespa (53 ações de primeira linha) fechou em queda de 0,65%, aos 27.411 pontos, menor nível do mês. Foi o segundo pregão de perdas. No mês, o índice paulista acumula baixa de 2,59%. A Bolsa refletiu o medo de uma fuga de capitais dos países emergentes caso os EUA aumentem os seus juros com força. Também abateu o ânimo do investidor o boletim Focus, que apontou uma piora das expectativas de inflação no Brasil.

Contratos de opções
O pregão movimentou R$ 1,619 bilhão. Esse giro foi inflado pelo exercício dos contratos de opções (R$ 360,411 milhões), o menor desde janeiro. ''Viraram pó'' as opções de compra de Telemar PN a R$ 42. Ou seja, o papel ficou abaixo desse valor, impedindo o dono do contrato de exercer o direito de adquirir a ação por esse preço. No final do pregão, após os ajustes nas carteiras dos investidores, Telemar PN fechou em queda de 0,40%, cotada a exatos R$ 42. Já a ação da Petrobras encerrou em leve baixa de 0,28%, vendida a R$ 105,70. Foram exercidas as opções de compra do papel a R$ 98, a R$ 102 e R$ 104.

Risco Brasil
No final do pregão, o risco Brasil estava em alta de 0,69%, aos 432 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa renegociada, caiu 0,43%, cotado a 99,687% do valor de face. Foi a primeira vez desde novembro do ano passado que esse título ficou abaixo de 100% do seu valor de face.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,40%; Petrobras PN, -0,28%; Embratel Par. PN, 0,23%; Usiminas PNA, -1,28%; Telesp CL PA PN, -0,45%; Vale R. Doce PNA N1, -1,86%; Bradesco PN N1, -3,67%; Eletrobrás PNB, 0,58%; Sid. Nacional ON, -0,93%; Cemig PN N1, -2,05%.

Juros
CDB prefixado de 30 dias, 19,13% ao ano. Hot money, 2,48% ao mês. Capital de giro, 24,42% ao ano. CDI, 19,18% ao ano. Over a 19,24%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 37,65 o grama, queda de 2,46%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 431,20 a onça troy, queda de 1,71%.

Dólar volta a subir
Após três quedas consecutivas, o dólar subiu ontem, refletindo o medo de uma fuga de capital dos países emergentes caso os EUA aumentem os juros em ritmo agressivo. A moeda norte-americana avançou 0,36% e encerrou vendida a R$ 2,727. A alta poderia ter sido maior se o Banco Central tivesse comprado divisas em leilão. Mas o governo deu, pelo terceiro dia seguido, uma trégua nas intervenções.

Câmbio externo
No exterior, o dólar atingiu o maior valor em duas semanas frente ao euro, que ficou abaixo de US$ 1,32. A libra também caiu e fechou abaixo de US$ 1,90 pela primeira vez em quatro semanas. No Brasil, o real acabou acompanhando esse movimento internacional e se depreciou.

Aguardando o Fed
Os investidores estão cautelosos. Hoje, sai o anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco cental americano) sobre os juros, atualmente em 2,50%. Eles esperam uma nova alta e especulam se a nota do Fed vai sinalizar que os juros vão subir com força nas próximas reuniões.

Outras variáveis
Além do anúncio do Fed, hoje será divulgado o dado de fevereiro da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês). A semana do mercado de câmbio será curta devido ao feriado (Semana Santa) na próxima sexta. Na próxima quinta-feira, será conhecida a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que trará as justificativas para a alta dos juros, de 18,75% para 19,25% ao ano, anunciada na semana passada.

Reajuste da casa - 1
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) informou ontem que os empréstimos tomados para compra da casa própria, vinculados ao Plano de Equivalência Salarial por Categoria Profissional, terão em abril um reajuste de 4,93%. O índice se refere os devedores que possuem data-base para aumento de salário em fevereiro e defasagem de 60 dias para o repasse às prestações.

Reajuste da casa - 2
Para os que possuem data-base em março e defasagem de 30 dias, o reajuste será de 4,98%. Segundo a Abecip, os porcentuais de atualização incluem a variação do índice de reajuste do saldo devedor nos últimos 12 meses e o índice de produtividade de 3% - de acordo com a resolução 1980 do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Bolsas da Europa
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,21%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 0,44%. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 0,42%. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 0,20%.

Bolsas da Ásia
A bolsa de Hong Kong fechou em alta de 0,04%. Na Coréia do Sul, recuou 0,05%. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,3% e o Shenzhen Composto ganhou 0,2% . As ações em Taiwan terminaram em alta de 0,25%. A bolsa de Jacarta fechou em alta de 0,32%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 0,94%. Em Manila, recuou 0,80%. A bolsa da Cingapura fechou em alta de 0,14%.

Petróleo cai
Os contratos de petróleo para abril caíram levemente em Nova York (New York Mercantile Exchange-Nymex), fechando abaixo de US$ 57,00 o barril, diante dos sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá elevar a produção em mais 500 mil barris/dia. Além disso, a Opep já planeja elevar a produção para 27,5 milhões de barris/dia, a partir de 1º de abril, um aumento de 500 mil barris/dia, para conter a alta dos preços.

McDonald's bate recorde
A rede de fast-food McDonald's encerrou 2004 com um crescimento de 12% no faturamento de sua operação brasileira, estimulado pelo aquecimento da economia aliado a estratégias de diversificação do cardápio e à criação de novas campanhas voltadas ao público infantil. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, o faturamento dos 12 meses totalizou R$ 1,9 bilhão, estabelecendo um recorde de vendas para a unidade brasileira nos últimos 25 anos.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

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