MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em baixa
O Ibovespa fechou em baixa de 1,75%, em 27.593 pontos, entre a máxima de 0,31% e a mínima de -2,09%, com volume de R$ 1,72 bilhão. Contrato de Ibovespa futuro para abril, queda de 1,85%, em 27.660 pontos, entre a máxima de +0,43% (28.300 pontos) e mínima de -2,34% (27.520 pontos). C-Bond a 100,250 centavos de dólar, em queda de 0,25%.
Seis em alta
Entre as 53 ações que compõem o Ibovespa, apenas seis fecharam em alta. As três maiores foram Brasil Telecom PN (4,31%), Net PN (3,30%) e Brasil Telecom ON (2,14%). As três maiores quedas foram TIM ON (-5,18%), Telesp PN (-4,53%) e Tele Centro Oeste P N (-4,34%). As ações da Brasil Telecom reagiram positivamente à decisão de uma corte norte-americana que determinou que o Opportunity saia da gestão do fundo CVC. Já as ações preferenciais da Telemar caíram 1,95%, favorecendo os vendidos no vencimento de opções em a ções de segunda-feira.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -1,95%; Petrobras PN, -1,20% Embratel Par. PN, -1,83%; Usiminas PNA, -3,27%; Telesp CL PA PN, -2,38%; Vale R. Doce PNA N1, -1,38%; Bradesco PN N1, -1,48%; Eletrobrás PNB, -2,82%; Sid. Nacional ON, -2,25%; Cemig PN N1, -2,10%.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 19,13% ao ano. Hot money, 2,16% ao mês. Capital de giro, 23,64% ao ano. CDI, 19,18% ao ano. Over a 19,26%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 38,60 o grama, alta de 0,25%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 439,35 a onça troy, alta de 0,15%.
Dólar: 3º dia de queda
O dólar caiu pelo terceiro dia consecutivo com a pausa nas intervenções do governo, a previsão de nova alta dos juros e a expectativa de entrada de recursos captados por empresas no exterior. Com leve baixa de 0,14%, a moeda norte-americana encerrou vendida a R$ 2,717. O recuo só não foi maior devido ao clima de cautela no mercado internacional, onde o preço elevado do petróleo reforça apostas em uma alta agressiva dos juros nos EUA.
Aguardando o Fed
O mercado aguarda com ansiedade na próxima terça-feira a nota do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre os juros e o dado de fevereiro da inflação ao produtor (PPI). Na quinta-feira, sai a ata do Comitê de Política Monetária (Copom).
BC ausente
Pelo segundo dia, o Banco Central deixou de fazer leilão de compra de dólar. Na quarta-feira passada, também suspendeu o leilão semanal de ''swap reverso'' - contrato cambial que pressiona a cotação por ter o efeito de uma compra de divisa no mercado futuro. Segundo operadores, a ausência do BC é um sinal de que o governo não quer ver a moeda americana na casa de R$ 2,80. Na terça-feira, quando houve o anúncio da suspensão do leilão de ''swap reverso'', o dólar havia batido máxima de R$ 2,771.
Exportadores criticam
Em fevereiro, o dólar chegou a ser cotado por uma mínima de R$ 2,55, o que motivou críticas dos exportadores ao governo. No começo de março, a atuação do BC nos leilões de compra de divisas se tornou mais agressiva, o que fez a moeda subir sete dias seguidos e bater máxima de R$ 2,771.
Juro atraente
Na quarta-feira, o Copom subiu os juros em 0,50 ponto porcentual, de 18,75% para 19,25% ao ano, nível mais alto desde setembro de 2003. Foi a sétima alta seguida. O Copom não deu sinais de que pretenda interromper essa trajetória de alta. Novas altas de juros tornam os títulos brasileiros de renda fixa mais atrativos para os investidores estrangeiros. Para comprar esses papéis, eles precisam vender dólares, o que eleva a oferta de divisas no mercado e, por isso, favorece a queda da cotação.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,02%. Em Paris, subiu 0,46%. Em Madri, alta de 0,30%. Em Lisboa, aumentou 0,26%. Em Frakfurt, alta de 0,26%. Em Milão, subiu 0,61%.
Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio fechou em alta de 0,9%. Em Hong Kong, alta de 0,08%. Na Coréia do Sul, baixa de 0,03%. Na China, o Shangai Composto fechou em baixa de 1,3% e o Shenzhen Composto recuou 2,0%. Em Taiwan, subiu 0,19%. A bolsa de Jacarta fechou com alta de 1,17%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, baixa de 0,58%. Em Manila, nas Filipinas, despencou 2,37%. A bolsa da Cingapura fechou com alta de 0,68%.
Petróleo: novo patamar
O preço do petróleo encontrou terreno firme no novo patamar de US$ 56. O barril negociado em Nova York fechou ontem cotado a US$ 56,72, ligeira alta de 0,56%. O barril do petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, fechou em ligeira alta de 0,57%, cotado a US$ 55,59. Os preços dispararam nos últimos dias devido a uma série de fatores, segundo analistas: dólar em queda, excesso de consumo, temor de escassez e até mera especulação.
Opep ameaça
O presidente da Organização dos países exportadores de Petróleo (Opep), xeque Ahmed Fahd al Ahmed al Sabah, disse ontem que, se os preços não caírem nos próximos dez dias, o cartel voltará a considerar mais um aumento de 500 mil barris por dia na cota oficial de produção. O anúncio feito na quarta-feira de um aumento de 500 mil barris não surtiu efeito sobre os preços. Os países-membros do cartel já produziam cerca de 700 mil barris acima da cota oficial, de modo que o anúncio feito então nada fez para acalmar temores no mercado de uma eventual falta do produto no mercado.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





