Bovespa em alta
A Bovespa vivenciou dois períodos distintos ontem. De manhã, operou em baixa, chegando à mínima do dia com 27.319 pontos (-1,82%). Refletiu a sétima alta na taxa Selic promovida na véspera pelo Copom. À tarde, tudo mudou. A bolsa mudou de sinal e chegou a subir para até 28.162 pontos (+1,21%), na máxima do dia. Refletiu a melhora no ambiente internacional e corrigiu os exageros da manhã. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, com 28.085 pontos. Em março, o índice passou a acumular baixa de 0,19%. No ano, acumula valorização de 7,21%. O movimento financeiro na bolsa ficou em R$ 1,558 bilhão e recebeu uma leitura especial dos operadores.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,20%; Petrobras PN, 1,02%; Embratel Par. PN, -0,91%; Usiminas PNA, -0,16%; Telesp CL PA PN, 0,60%; Vale R. Doce PNA N1, 4,04%; Bradesco PN N1, 1,20%; Eletrobrás PNB, 2,84%; Sid. Nacional ON, 3,33%; Cemig PN N1, 3,35%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 38,50 o grama, queda de 1,40%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 438,80 a onça troy, queda de 0,95%.

Dólar: maior queda
O dólar fechou com a maior queda porcentual do ano na expectativa de novas captações externas por empresas e bancos. A moeda norte-americana caiu 1,52% e fechou cotada a R$ 2,721. Um dia após o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), os analistas avaliaram que os juros devem continuar em alta, o que deve atrair ainda mais capital especulativo para o Brasil, aumentando a oferta de dólar no mercado.

Alta acumulada
Mesmo com a queda de ontem, o dólar ainda acumula alta de 5,1% neste mês e de 2,5% no ano. Em março, a moeda americana chegou a subir sete dias seguidos, emplacando a maior escalada desde julho de 2002, época da crise com a eleição presidencial.

Juros disparam
Pelo sétimo mês consecutivo, o Banco Central elevou a taxa Selic, que passou de 18,75% para 19,25% ao ano. Na BM&F, os juros futuros dispararam. Para evitar pagar taxas elevadas, o Tesouro suspendeu os leilões de venda de títulos públicos. O contrato de juro para a virada do ano bateu máxima de 19,20% ao ano. O CDB prefixado de 32 dias fechou a 19,02% ao ano. Hot money, 2,37% ao mês. Capital de giro, 23,67% ao ano. CDI, 19,20% ao ano. Over a 19,26%.

Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em queda de 0,31%. Em Paris, alta de 0,32%. Em Madri, subiu 0,38%. Em Lisboa, caiu 0,48%. Em Frankfurt, alta de 0,16%. Em Milão, subiu 0,20%.

Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,80%. Em Hong Kong, baixa de 0,11%. Na Coréia do Sul, caiu 1,32%. Na China, o índice Shangai Composto terminou em baixa de 1,0% e o Shenzhen Composto recuou 1,2%. Em Taiwan, queda de 0,66%. Em Jacarta, caiu 0,32%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,19%. A bolsa das Filipinas também subiu 0,05%. Em Cingapura, queda de 0,45%.

Inflação
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de março ficou em 0,67%, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em fevereiro o IGP-10 ficou em 0,31%. A FGV divulgou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-10 de março. O Índice de Preços por Atacado (IPA-10) ficou em 0,70% ante alta de 0,17% em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) ficou em 0,57% ante 0,66% em fevereiro. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-10) ficou em 0,71% ante elevação de 0,47% no mês passado.

Risco Brasil
Após ultrapassar nesta semana as Filipinas no ranking da desconfiança do investidor estrangeiro, o Brasil ameaça agora tomar o quarto lugar da Venezuela. Na manhã de ontem, o risco brasileiro avançou até 3% na máxima dos 444 pontos. O do país vizinho estava em 450 pontos. Mas, às 18h10, o risco Brasil caía 5 pontos, para 426 pontos-base. Entre os emergentes, o maior risco ainda é o da Argentina (5.080 pontos), que decretou o fim da moratória da dívida no início deste mês e depois convocou boicote contra a multinacional Shell por reajustar os combustíveis. Em segundo lugar, aparece Nigéria (685), seguida pelo Equador (638) e Venezuela (450). Além das Filipinas (407), Colômbia (376), Panamá (293) e Turquia (272) possuem risco menor que o do Brasil.

PIB da Argentina
O Instituto Nacional de Estatística da Argentina (Indec) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 9,1% no quarto trimestre de 2004, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A previsão de consenso era um crescimento de 8,7%. No ano de 2004, o PIB da Argentina cresceu 9,0%, superando a previsão de 8,8%. Em 2003, o PIB da Argentina havia crescido 8,8%, após uma contração de 10,9% em 2002.

Petróleo bate recorde
Os contratos futuros de petróleo cederam a uma onda de realização de lucro e fecharam bem abaixo das novas máximas históricas intraday registradas nos pregões em Nova York (New York Mercantile Exchange-Nymex) e Londres (International Petr oleum Exchange-IPE). Os preços do petróleo registraram novos níveis recordes na Nymex (US$ 57,60 o barril) e na IPE (US$ 56,05 o barril). Na Nymex, os contratos de petróleo para abril fecharam em US$ 56,40 o barril, em queda de US$ 0,06 (-0,11%); a mínima foi de US$ 56,15 e a máxima de US$ 57,60. Na IPE, os contratos de petróleo Brent para maio fecharam em US$ 55,06 o barril, em alta de US$ 0,18 (+0,33%); a mínima foi de US$ 54,91 e a máxima de US$ 56,05.

Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil

mockup