MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em queda
Depois de subir mais de 6% nos últimos quatro pregões, a Bovespa deu uma pausa na sequência de recordes e fechou em baixa de 1,47%. O mercado paulista acompanhou o dia negativo em Nova York, onde o preço do petróleo avançou com o barril atingindo US$ 54,60 (alta de 1,32%).
Acima de 29 mil
Mesmo com a queda, o principal índice da Bolsa paulista conseguiu fechar acima do patamar de 29 mil pontos pelo terceiro dia, marcando 29.021 pontos. No mês, a valorização nominal do Ibovespa caiu para 3,13%. O pregão de ontem movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão, abaixo da média de fevereiro (R$ 2 bilhões).
Realização de lucros
Os investidores preferiram embolsar ganhos acumulados nas últimas semanas. Para justificar essa ''realização de lucros'', operadores citaram como notícia negativa um dado de inflação acima do esperado - o IGP-DI de fevereiro foi de 0,40%, acima do 0,33% de janeiro.
Altas e baixas
As maiores altas do Ibovespa foram Tractebel ON (6,85%), Cesp PN (5,15%) e Ipiranga Petróleo PN (4,01%). As maiores baixas foram: Net PN (-6,74%), Eletropaulo PN (-5,18%) e Embratel PN (-5,03%).
Dólar fecha em alta
O dólar subiu pelo segundo dia consecutivo e encostou na barreira dos R$ 2,70, alcançando o maior valor desde o último dia 20 de janeiro. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,63%, vendida a R$ 2,695. A cotação máxima do dia foi de R$ 2,72 (+0,89%). Um leilão de compra de divisas feito pelo Banco Central ajudou a pressionar o preço.
Queda frente ao euro
Ao contrário do que ocorreu na véspera, a divisa não seguiu a tendência no mercado internacional, onde o dólar caiu frente ao euro. A moeda européia superou a marca de US$ 1,33 e atingiu o maior valor em dois meses.
Taxas de juros
As taxas futuras de juros tiveram pouca oscilação, terminando mais um dia próximas da estabilidade. Na BM&F, o contrato DI mais negociado ontem novamente foi o de janeiro de 2006, com taxa de 18,66%, ante 18,67% anteontem. Em segundo lugar, ficou o DI de julho de 2005, que fechou em 19,08%, ante 19,07% na segunda-feira. A taxa do contrato de abril de 2006, o terceiro em liquidez, encerrou nos mesmos 18,30% de anteontem.
Valores do ouro
No Brasil, o ouro na BM&F fechou a R$ 38,10 o grama, alta de 1,87%. Os contratos futuros de ouro subiram forte na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), impulsionados pela alta do euro para as máximas desde início de janeiro, disseram traders e analistas. Os contratos de ouro para abril fecharam em US$ 441,10 a onça-troy, em alta de US$ 5,30. A mínima foi de US$ 436,70 e a máxima de US$ 441,30.
Inflação tem leve alta
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou para 0,40% em fevereiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em janeiro, o indicador havia registrado alta de 0,33%, o menor patamar desde julho de 2003. A inflação foi puxada pelos preços do atacado. Depois de registrar uma variação de apenas 0,08% em janeiro, o Índice de Preços do Atacado (IPA-DI) avançou para 0,39% em fevereiro. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) ficou em 0,43%, ante uma alta de 0,85% em janeiro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-DI) recuou para 0,44%. Em janeiro, a alta havia sido de 0,75%.
Crescimento reduzido
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea, órgão ligado ao Ministério do Planejamento) reduziu sua projeção de crescimento da economia brasileira neste ano. O instituto, que no ano passado acertou sua previsão de que a economia cresceria 5,2%, estima que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas por um país) tenha neste ano alta de 3,5%, segundo o boletim trimestral de conjuntura divulgado ontem pela instituição. A previsão anterior do Ipea era de crescimento de 3,8%.
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em queda de 0,32%. Em Paris, o índice caiu 0,55%. Em Madri, queda de 0,69%. Em Lisboa, também baixa de 0,07%. Em Frankfurt, queda de 0,71%. Em Milão, caiu 0,58%.
Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,30%. Bangcoc, na Tailândia, baixa de 2%. Manila declinou 0,8%. Taipé caiu 0,76%. Seul baixou 0,7%. Na outra direção, a China fechou em forte alta de 1,9%. Hong Kong também alta de 0,80%. Em Jacarta, a bolsa da Indonésia avançou 0,81%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, fechou em alta de 0,71%.
Barril bate recorde
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta ontem, depois de atingirem o preço de 55 dólares o barril em Nova York, por conta da onda de frio no nordeste dos Estados Unidos. Na Nymex, os contratos com entrega para abril terminaram o dia cotados a 54,60 dólares, com valorização de 0,71 dólar, após atingirem 55,15 dólares o barril. O óleo para aquecimento encerrou a 1,5250 dólar o galão, com avanço de 4 centavos. Em Londres, o tipo Brent subiu 0,74 dólar, para 52,83 dólares por barril, tendo ao longo da sessão batido novo recorde histórico a 53,30 dólares. A alta nos dois lados do Atlântico ocorre em meio a crescente conversas entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que o cartel não deve elevar, na reunião do dia 16 próximo, a produção para segurar os preços.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





