MERCADO FINANCEIRO
Outro recorde
A Bovespa bateu ontem o oitavo recorde do ano com uma alta de 1,84%. O principal índice da Bolsa paulista terminou o dia no maior patamar de sua história (29.197 pontos). O pregão movimentou R$ 2,379 bilhões, acima da média de fevereiro (R$ 2 bilhões).
Mais negociadas
No pregão, a ação preferencial da Telemar, a mais negociada, chegou em alta de 1,44%. Já o papel PNA da Vale subiu 2,86%, enquanto a ação da Petrobras avançou 1,58%. Com o resultado de ontem, o Ibovespa acumulou ganho de 2,72% na semana e de 11,46% no ano. Foi a terceira alta consecutiva.
Juros
CDB prefixado de 31 dias, 18,68% ao ano. Hot money, 2,36% ao mês. Capital de giro, 21,87% ao ano. CDI, 18,67% ao ano. Over a 18,75%.
Ouro
Ouro na BM&F a R$ 37,10 o grama, estável. Ouro na Comex de Nova York a US$ 434,05 a onça troy, alta de 1,08%.
Títulos subiram
No mercado da dívida, os títulos brasileiros subiram em reação às medidas anunciadas. O Global 40, mais negociado, encerrou na máxima do dia, cotado a 118,20 centavos de dólar, alta de 1,50%. O C-Bond encerrou em alta de 0,43%, a 102,00 centavos de dólar. O risco Brasil estava no menor nível desde 27 de dezembro de 2004 (quando finalizou a 377 pontos-base): em queda de 9 pontos, para 379 pontos.
Dólar em queda
Após três dias de alta, o dólar voltou a fechar em queda. O principal motivo dessa baixa: no mercado internacional, a moeda norte-americana também voltou a fraquejar frente ao euro. Isso ocorreu logo após sair o relatório sobre o emprego nos EUA. O documento aliviou o medo dos investidores com uma possível alta mais intensa do juro americano e uma fuga de capitais nos países emergentes.
BC compra
No Brasil, o dólar encerrou em queda de 0,93% a R$ 2,657 - um dia após se aproximar dos R$ 2,70. Na mínima, a cotação foi negociada por R$ 2,65, baixa de 1,19%. À tarde, o Banco Central comprou dólar com uma taxa máxima de R$ 2,6595 em leilão, após ter ficado ausente na véspera. Apesar da queda de ontem, a divisa acumulou alta de 1,45% na semana.
Euro sobe
No mercado internacional, o euro subiu a US$ 1,32 recuperando-se de uma semana recheada de dados desanimadores sobre a economia no velho continente, como o desemprego recorde na Alemanha.
Empregos nos EUA
O investidor concentrou seu foco em um importante termômetro da economia dos EUA: o relatório de emprego. O documento trouxe que, em fevereiro, foram criadas 262 mil vagas de trabalho, maior número em quatro meses e acima do esperado pelos bancos.
Dados enganam
Em uma leitura apressada, o dado sugere uma forte recuperação do mercado de trabalho. Com mais americanos recebendo salário e dispostos a gastar, é natural deduzir que uma alta do consumo pode levar o varejo a remarcar preços, o que tende a pressionar a inflação. Para inibir isso, o remédio seria encarecer o crédito acelerando o ritmo de alta dos juros.
Menos brilho
No entanto, os economistas ponderaram esse aumento da geração de emprego, citando outros indicadores que compõem o relatório, como a taxa de desemprego, que subiu de 5,2% para 5,4%. Também foi revisado para baixo o número de empregos gerados em janeiro, de 146 mil para 132 mil vagas. Em outras palavras, não há tanto brilho assim no mercado de trabalho americano em fevereiro.
Aposta reduzida
O relatório de emprego americano serve para reduzir a aposta de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) vai elevar os juros em ritmo maior do que o esperado. Desde junho do ano passado, a taxa sobe só 0,25 ponto porcentual a cada reunião. É o chamado processo ''gradual e moderado'' de ajuste do custo do dinheiro nos EUA.
Fuga de capital
Se o emprego melhorar, o consumo explodir e a inflação sair do controle, o Fed pode aumentar a dose para 0,50 ponto poercentual. Isso tornaria a remuneração dos títulos do Tesouro americano, que é atrelada aos juros, mais atraente. Os investidores estrangeiros - que hoje fazem a ''festa'' nos mercados emergentes lucrando bastante com os juros elevados de países como o Brasil - poderiam migrar (fugir, se o movimento for mais brusco) para os EUA, provocando turbulências.
Sem sustentação
Por enquanto, esse cenário ''apocalíptico'', de fuga de capitais dos emergentes, não se sustenta diante dos dados fracos do relatório de emprego, da queda da confiança do consumidor e do aumento abaixo do esperado das encomendas à indústria, também divulgados ontem.
Preços do petróleo
O preço do petróleo se manteve ontem acima dos US$ 53, depois de ter chegado anteontem a US$ 55,20. O barril para entrega em abril, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou cotado a US$ 53,78, alta de 0,39%. O barril do petróleo Brent, negociado em Londres, fechou cotado a US$ 51,80, queda de 0,29%.
Bolsas da Europa
As Bolsas européias fecharam em alta ontem favorecidas pelos dados positivos sobre o mercado de trabalho nos EUA. A Bolsa de Londres encerrou o dia com alta de 0,43%. A Bolsa de Paris subiu 0,74%. Na Bolsa de Frankfurt, o pregão teve ganho de 1,15%. A Bolsa de Madri teve alta de 1,27%. Em Lisboa, alta de 0,08%. Em Milão, alta de 0,81%.
Bolsas da Ásia
A Bolsa de Tóquio deu continuidade aos ganhos recentes, com o Nikkei-225 subindo 0,1%. A Bolsa de Hong Kong fechou em baixa 1,16%. Na China, o índice Shanghai Composto caiu 0,5%. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 0,20%. Em Taiwan, o índice composto, da Bolsa de Taipé, cedeu 0,14%. Em Cingapura, o índice Strait Times subiu 0,33%. Em Jacarta, na Indonésia, o índice JSX composto fechou em alta de 0,77%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, o índice composto caiu 0,46%. Em Manila, nas Filipinas, o índice PSE encerrou a sessão em alta de 1,50%. Em Bangcoc, Tailândia, o índice SET avançou 1,11%.
Fontes: Agência Estado, Folhapress, France Presse, Agência Brasil





