MERCADO FINANCEIRO
Bolsa volta a subir
A Bovespa voltou a subir, mas isso não significa que o movimento de realização de lucros tenha acabado e que a bolsa esteja retomando uma trajetória de alta. ''O mercado de ações está em compasso de espera, enquanto não encontra um motivo seguro para se definir'', comentou um operador. O giro final da Bovespa ficou em R$ 1,905 bilhão. Já o Ibovespa fechou com valorização de 1,69%, somando 28.199 pontos, na máxima do dia. No acumulado em março, o Ibovespa registra alta de 0,22%. No acumulado em 2005, a alta é de 7,65%.
Maiores altas
As maiores altas do Ibovespa ontem foram Tim ON (5,01%), Net PN (4,76%) e Telemar Norte Leste PNA (4,64%). As maiores baixas foram Transmissão Paulista PN (-5,03%), Cemig PN (-2,62%) e Souza Cruz ON (-2,55%).
Dolár mantém fôlego
O dólar subiu pelo segundo dia e reforçou apostas de que não deve ficar abaixo do patamar de R$ 2,60, como ocorreu no mês passado. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,95%, vendida a R$ 2,643, mas chegou a avançar até 1,52% cravando uma cotação máxima de R$ 2,658.
Euro perde força
Mais uma vez, o dólar no Brasil acompanhou o movimento da divisa no mercado internacional, onde o euro voltou a perder forças para a moeda americana. Por um lado, dados sobre desempenho fraco da economia do velho continente, como o desemprego recorde na Alemanha, pressionam o euro nesta semana.
BC mais agressivo
A atuação mais agressiva do Banco Central no mercado de câmbio também impede que o dólar volte a ficar abaixo da barreira de R$ 2,60. Ontem, o BC voltou a adquirir divisas em leilão pagando uma taxa máxima de R$ 2,635 e vendeu todo um lote de 40 mil contratos de ''swap cambial'' - operação que tem o efeito prático de uma compra de dólares no mercado futuro. O presidente do BC, Henrique Meirelles, tem sinalizado a intenção de ''eternizar'' os leilões de ''swap cambial'', que começaram no último dia 2 de fevereiro e ocorrem semanalmente.
Risco Brasil
No exterior, o risco Brasil caiu mais de 1% após o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Alan Greenspan, no Congresso. Na véspera, havia a expectativa de que ele indicasse preocupação com a inflação e sugerisse um aumento no ritmo da alta dos juros. Não houve esse recado, apesar dos alertas sobre os déficits gigantescos da economia americana.
Somente boatos
A forte queda do risco Brasil desqualifica os boatos de que o governo Lula estaria prestes a adotar algum mecanismo de controle de capitais no país por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Se realmente alguém estivesse levando a sério esse rumor, o risco teria explodido, superando o patamar de 400 pontos, pois esse tipo de medida desagrada o investidor estrangeiro.
Bolsas na Europa
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em queda de 7,7 pontos (0,15%), em 4.992,8 pontos. O volume alcançou 4,02 bilhões de ações negociadas. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax-30 em alta de 9,81 pontos (0,22%), em 4.393,43 pontos. Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 16 pontos (0,05%), em 31.933 pontos. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 28,70 pontos (0,30%), em 9.443,60 pontos, pressionado por uma realização de lucro. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 47,69 pontos (0,60%), em 7.889,71 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 7,74 pontos (0,19%), em 4.062,72 pontos.
Bolsas na Ásia
As ações fecharam em alta em Tóquio pelo quinto pregão consecutivo, levando o índice Nikkei a concluir o dia no maior nível em 8 meses, a 11.813,71 pontos, depois de subir 33,18 pontos (0,3%). A Bolsa de Hong Kong fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo. O Hang Seng caiu 210,37 pontos (1,50%), para 13.850,78 pontos. Em Bangcoc, o Thai Set caiu 17,83 pontos (2,41%), para 720,92 pontos. Nas Filipinas, o PSE Composto terminou o dia em 2.068,42 pontos, com desvalorização de 20,53 pont os (0,98%). O Jacarta Composto, referencial da Bolsa da Indonésia, perdeu 10,53 pontos (0,96%) e fechou em 1.082,74 pontos. Na Coréia do Sul, o Kospi retrocedeu 3,88 pontos (0,38%), para 1.007,48 pontos. Em Taipé, o Taiwan Weighted caiu 34,44 pontos (0,55%), para 6.225,25 pontos. O Straits Times, de Cingapura, subiu 19,25 pontos (0,91%), para 2.144,36 pontos.
Cotações do ouro
Ouro na BM&F a R$ 36,40 o grama, estável. Ouro na Comex de Nova York a US$ 432,85 a onça troy, alta de 0,17%.
Juros
CDB prefixado de 30 dias, 18,70% ao ano. Hot money, 2,37% ao mês. Capital de giro, 25,31% ao ano. CDI, 18,68% ao ano. Over a 18,74%.
Petróleo dispara
Os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 53,00 o barril em Nova York (New York Mercantile Exchange-Nymex), pela primeira vez desde outubro, puxados pela forte alta dos futuros de gasolina, que fecharam em nível recorde. Na Ny mex, os contratos de gasolina para abril subiram 811 pontos (+5,78%) e fecharam em US$ 1,4838 o galão. Na Nymex, os contratos de petróleo para abril fecharam em US$ 53,05 o barril, em alta de US$ 1,37 (+2,65%); a mínima foi de US$ 51,50 e a máxima de US$ 53,10. Na IPE, os contratos de petróleo brent para abril fecharam em US$ 51,22 o barril, em alta de US$ 1,11 (+2,22%); a mínima foi de US$ 49,85 e a máxima de US$ 51,39.
Fontes: Agência Estado, Agência Brasil, Folhapress e France Presse





