Bolsa de SP
O Ibovespa fechou em queda de 0,05%, em 28.422 pontos, entre a máxima de 1,20% e a mínima de -0,91%, com volume de R$ 2,1 bilhões. Contrato de Ibovespa futuro para abril, queda de 0,35%, em pontos, entre a máxima de +1,21% (29.260 pontos) e mínima de -0,93% (28.640 pontos). C-Bond a 102,250 centavos de dólar, em alta de 0,06%.

Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, 1,41%; Petrobras PN, 1,90%; Embratel Par. PN, 1,98%; Usiminas PNA, -0,38%; Telesp CL PA PN, -0,96%; Vale R. Doce PNA N1, -3,05%; Bradesco PN N1, -0,24%; Eletrobrás PNB, -0,31%; Sid. Nacional ON, 0,45%; Cemig PN N1, -1,76%.

Juros
CDB prefixado de 31 dias, 18,73% ao ano. Hot money, 2,32% ao mês. Capital de giro, 23,64% ao ano. CDI, 18,71% ao ano. Over a 18,75%.

Ouro
Ouro na BM&F a R$ 36,76 o grama, queda de 0,37%. Ouro na Comex de Nova York a US$ 435,15 a onça troy, alta de 0,38%.

Dólar cai 0,53%
O mercado de câmbio doméstico acompanhou o vaivém da moeda americana no exterior, que não teve sustentação para impedir perdas contra as demais moedas internacionais. O dólar finalizou o dia a R$ 2,619 para venda, em queda de 0,53% após oscilar com força desde a abertura dos negócios. Segundo profissionais das mesas de câmbio, exportadores entraram no mercado ontem para aproveitar a alta da cotação. Ontem o preço subiu 1,5%, a maior oscilação em nove meses. No mercado internacional, o dólar também perdeu fôlego. As agências internacionais informaram que a cotação do euro subiu de US$ 1,3214 para US$ 1,3220 entre quinta e sexta.

Mercado volátil
Analistas esperam um mercado bastante volátil nas próximas semanas. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) referendou a percepção de que o ciclo de alta dos juros está próximo do fim. Dada a perspectiva de uma alta menor dos juros, os ativos brasileiros tornam-se menos atrativos para os investidores externos, o que leva o mercado a antecipar uma redução no fluxo de moeda para o país e a projetar um dólar mais caro, por consequência.

Pode subir
Estabelecida a percepção de que o dólar pode subir, empresas com dívidas em moeda estrangeira, que no ano passado foram beneficiadas pela desvalorização do dólar, começariam a partir deste momento a buscar ''hedge'' no mercado, ainda que de forma gradual. Ao mesmo tempo, afirmam analistas, a elevação do dólar pode atrair os exportadores de volta para o mercado, interessados em desovar moeda a uma cotação mais favorável (quanto maior a taxa de câmbio, mais reais se ganham com a conversão).

Inflação
O quadro acima foi afetado pela divulgação dos dois itens mais importantes da agência econômica de ontem. Primeiro, o IPCA-15, considerado uma prévia do índice de referência para a meta oficial de inflação, subiu além do previsto em fevereiro: 0,74%, ante 0,68% em janeiro. Os contratos futuros de juros, que balizam a rentabilidade dos ativos financeiros no país, ficaram praticamente estáveis. Para o analista Mário Paiva, da Corretora Liquidez, houve uma divisão no mercado, entre aqueles que apostam num ajuste de 0,25 ou de 0,50 ponto percentual para a próxima reunião do Copom, em março.

PIB americano
Pouco tempo depois, o Departamento de Comércio dos EUA revelou a taxa revisada de crescimento do produto nacional (a soma das riquezas nacionais), que também furou a média das projeções econômicas (+3,5%) das instituições financeiras: cresceu 3,7% no quarto trimestre, ante 3,1% no trimestre anterior. A velocidade de crescimento do produto nacional é um dado importante para avaliar se a inflação vai subir com força nos próximos meses, o que detonaria uma elevação mais rápida da taxa básica de juros local. No entanto, o aumento do PIB americano não foi o que considerado alto demais para promover uma elevação drástica dos preços. E economistas de bancos americanos divulgaram relatórios em que estimam uma desaceleração do nível de atividade para o primeiro trimestre deste ano.

Lucro menor
Apesar da safra de lucros recordes no sistema financeiro, a Caixa Econômica Federal anunciou ontem que obteve no ano passado um resultado inferior ao registrado em 2003. Em 2004, a instituição fechou seu balanço com ganhos de R$ 1,419 bilhão - 12,2% abaixo da cifra do ano anterior, mas ainda assim a segunda melhor marca nominal da história. Entre os grandes bancos, o Itaú foi a instituição que alcançou o maior lucro de 2004 e de todos os tempos: R$ 3,776 bilhões. Em segundo lugar, aparece o Bradesco (R$ 3,060 bilhões) e, em terceiro, o Banco do Brasil, com R$ 3,024 bilhões.

Outros balanços
O Banespa, controlado pelo grupo espanhol Santander, obteve lucro líquido de R$ 1,750 bilhão em 2004, o que representa um leve crescimento de 0,17% em relação a 2003. A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 3,019 bilhões em 2004, superando em 131% o resultado de 2003 (R$ 1,306 bilhão).

Petróleo
Embora bancos e consultorias internacionais continuem elevando suas previsões para os preços do petróleo em 2005 e 2006, após o comportamento altista da commodity nas últimas semanas o mercado não acredita que isso seja uma ameaça para a inflação doméstica. Ontem, a consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), por exemplo, elevou sua previsão de preço médio para o barril Brent em 2005 de US$ 36,75 para US$ 37,50 e em 2006 de US$ 29 para US$ 33,50. De todo modo, profissionais acreditam que essas alterações apenas equilibram as contas para os combustíveis internamente.

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