Aval do FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deu aval ontem para que o Brasil gaste até 2007 cerca de US$ 3 bilhões dos recursos que serão economizados para pagar juros da dívida pública - o chamado superávit primário - em investimentos de infra-estrutura considerados prioritários. O superávit primário é o saldo entre receitas e despesas do governo, excluindo gastos com juros. Neste ano a meta dessa economia é de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país).

Só elogios
A equipe do Fundo elogiou os progressos obtidos pelo governo brasileiro no programa-piloto, anunciou em comunicado a diretora do Departamento de Questões Fiscais do FMI, Teresa Ter-Minassian. ''A instituição compartilha com as autoridades brasileiras a visão de que este programa representa um importante primeiro passo na direção do fortalecimento dos sistemas existentes de avaliação, seleção, implementação e monitoramento dos investimentos públicos'', acrescentou Teresa, afirmando que o programa-piloto ''fornecerá recursos financeiros adicionais equivalentes a 1 bilhão de dólares anuais durante três anos (2005-2007), para infra-estrutura e outros projetos de investimento público''.

Bovespa cai
A Bovespa fechou em queda devido às preocupações do mercado americano com a forte alta do preço do petróleo. Um aumento dos custos com energia poderá reduzir os lucros das empresas e prejudicar a confiança do consumidor. O Ibovespa (53 ações mais negociadas) encerrou em baixa de 0,42%, aos 26.740 pontos. O pregão movimentou cerca de R$ 2,6 bilhões, bem acima da média do mês passado (R$ 1,2 bilhão).

Vale dispara
Os investidores estrangeiros aumentaram suas compras de ações das empresas de mineração após o anúncio de um reajuste recorde (71,5%) do preço do minério de ferro pela Companhia Vale do Rio Doce. ''Este aumento de 71,5% dos preços permite que a Vale tenha fluxo de caixa suficiente para realizar seus investimentos sem reduzir seus dividendos ou aumentar a alavancagem'', citou relatório do Banco Brascan.

Mais negociados
A ação da mineradora desbancou o papel da Telemar no posto de papel mais negociado do pregão. Vale PNA disparou 4,37% e fechou a R$ 72,80. Mas Telemar PN, que possui o maior peso no cálculo do Ibovespa, caiu 3,15% para R$ 41,50.
O papel do Itaú também foi um destaque positivo com alta de 2,43%, cotado a R$ 441,50. O segundo maior banco privado do país anunciou um lucro de R$ 3,776 bilhões em 2004, o maior do sistema bancário do país.

Petróleo em alta
O preço do barril de petróleo subiu quase 3 dólares ontem em Nova York, fechando a 51,15 dólares, o nível mais alto em três meses, devido à forte demanda prevista para o segundo trimestre, ao clima frio e ao retorno dos especuladores ao mercado.

Ouro sobe
Os contratos futuros de ouro subiram forte na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), alcançando seu nível mais elevados em quase dois meses, impulsionado por pesadas compras especulativas desencadeadas pela acentuada queda do dólar frente as principais moedas. Os contratos de ouro para abril fecharam em US$ 435,80 a onça-troy, em alta de US$ 7,40. A mínima foi de US$ 432,80 e a máxima de US$ 436,40.

Dólar valorizado
O dólar fechou em alta ontem com o vencimento de uma dívida cambial, a elevação do risco-país e o avanço do preço do petróleo. A moeda americana subiu 0,81% e terminou vendida a R$ 2,599, maior valor em dez dias. Durante os negócios, chegou a valorizar 1% na máxima de R$ 2,604. Foi a terceira alta consecutiva da divisa e o segundo maior salto porcentual do ano.

Resgate de dívida
Hoje, o Banco Central resgata uma dívida de US$ 643 milhões. É a média oficial do dólar (Ptax, no jargão) de ontem que definirá a remuneração dos títulos cambiais. Para os bancos, interessa inflar a Ptax, pois assim eles vão receber mais reais do governo. Mas essa pressão costuma se concentrar mais no período da manhã.

Risco Brasil
Ontem, o risco Brasil subiu mais de 1%, de volta à casa dos 400 pontos, refletindo a desvalorização dos principais títulos da dívida externa brasileira (C-Bond e Global 40). Houve especulações sobre o dado de janeiro da inflação no varejo americano, que sai hoje. Esse índice de preços (CPI, na sigla em inglês) afeta os papéis dos países emergentes, como o Brasil, por ser um termômetro do que pode ocorrer com os juros nos EUA e, por tabela, com a remuneração dos títulos do Tesouro americano.

Euro explode
O euro atingiu ontem seu maior nível frente ao dólar desde o dia 13 de janeiro, sendo negociado a US$ 1,3227 pela manhã. O impulso veio da intenção do banco central da Coréia do Sul em aumentar suas reservas em euro em detrimento de mais reservas em dólar. Às 9h57 (em Brasília), a moeda européia estava cotada a US$ 1,3191. Anteontem, o valor final atingido foi US$ 1,3069.

Príncipe em SP
Os príncipes das Astúrias, Felipe de Borbón e Letizia Ortiz, vão abrir amanhã, em São Paulo, o fórum de investimentos e cooperação empresarial hispano-brasileiro, que reunirá 370 empresários de ambos os países, anunciou ontem, em Madri, o Instituto de Comércio Exterior da Espanha (Icex). O objetivo da realização deste fórum no Brasil, que concentra investimentos espanhóis de mais de 27 bilhões de dólares e para onde viajou no mês passado o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, é incentivar a presença hispânica no País, informou o Icex.

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