Bovespa
O Ibovespa (53 ações mais negociadas) fechou com pequena alta de 0,36%, aos 26.853 pontos. O giro somou R$ 2,582 bilhões, inflado pelo exercício dos contratos de opções(R$ 1,155 bilhão). Com o feriado nos EUA (Dia do Presidente), o mercado paulista operou sem a referência dos negócios de Wall Street. O dia foi marcado pelos ajustes nas carteiras dos investidores após o vencimento dos contratos de opções.

Mais negociadas
A ação preferencial da Telemar, a mais negociada, encerrou em alta de 1,30%, cotada a R$ 42,85. A opção de compra do papel a R$ 40 foi a mais exercida, movimentando R$ 147,2 milhões. Em seguida, ficou a opção de compra de Telemar PN a R$ 42, que girou R$ 145,7 milhões. Já o papel preferencial da Petrobras, o segundo mais negociado, finalizou em alta de 1,26%, vendido a R$ 104. A opção de compra de Petrobras PN a R$ 96 foi a quarta mais exercida (R$ 81,7 milhões).

Ata do Copom
Nos próximos dias, os investidores vão trabalhar na expectativa da divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para a quinta-feira. O documento trará as justificativas para a sexta alta dos juros, anunciada na quarta-feira passada, e deve dar pistas sobre o rumo da taxa.

Leve alta
O dólar fechou ontem em leve alta de 0,15%, cotado a R$ 2,578. Mesmo assim, a moeda norte-americana completou uma semana abaixo da marca de R$ 2,60. O feriado nos EUA (Dia do Presidente) reduziu o volume de negócios. Segundo operadores, é possível que a cotação fique um pouco pressionada hoje devido ao vencimento de uma dívida cambial de US$ 643 milhões amanhã. O BC fará o resgate integral desse débito.

Média oficial
Para definir o valor da remuneração dos títulos que vão ser retirados de circulação, será usada a média oficial do dólar (Ptax, no jargão) de hoje, véspera do vencimento. Para as instituições financeiras que possuem esses títulos cambiais em carteira, interessa que o dólar fique um pouco acima da atual cotação, pois assim elas vão receber mais reais do BC na hora de entregar os títulos que estão vencendo.

Dóla projetado
Na pesquisa do BC divulgada ontem, as instituições projetaram o dólar a R$ 2,65 no final de março. Foi a nona semana consecutiva de redução na expectativa. Para o fim do ano, a previsão caiu pela terceira semana para R$ 2,83. Para o fim de 2006, segue o palpite em R$ 3. Há seis meses, a moeda norte-americana está abaixo da marca de R$ 3. Em 2002, com a crise eleitoral, chegou a encostar em R$ 4.

Analistas erram
Faltando uma semana para o fim de fevereiro, o mercado projeta a divisa a R$ 2,61 no fim do mês, segundo apontou ontem a pesquisa semanal do Banco Central com as expectativas das instituições financeiras. Mas isso não significa necessariamente que, na próxima segunda-feira, a cotação será essa. No mês passado, os analistas erraram suas previsões. A moeda fechou janeiro a R$ 2,61 - abaixo da média projetada antes pelos analistas (R$ 2,70).

Aposta na Selic
O mercado financeiro aposta em uma elevação de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic em março, aponta pesquisa do BC. As seis altas consecutivas nas taxas de juros já comprometem a projeção para crescimento econômico neste ano, de acordo com a pesquisa. A projeção para crescimento do PIB caiu de 4%, onde se mantinha estável há várias semanas, para 3,70%. O mercado acredita, ainda, que o arrocho monetário baixará a inflação medida pelo IPCA de 5,74% para 5,70%, ainda acima da meta do governo (de 5,1%).

Inflação cai
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu para 0,59% na semana encerrada no último dia 14. Na semana anterior, havia ficado em 0,90%, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado, que veio abaixo das estimativas de mercado, foi a menor taxa do indicador desde o início de dezembro.

Cautela
O mercado de juros ensaiou uma recuperação na manhã de ontem, diante dos bons números do IPC-S e da pesquisa Focus. Mas o fôlego acabou no meio da tarde e as taxas encerraram o dia em ligeira alta. Em dia de feriado nos EUA, a liquidez minguou. E faltou doador para que as taxas prosseguissem em queda. O movimento - ou a falta dele - ontem não define qualquer tendência no mercado. O DI de janeiro/06, o mais líquido, girou 83 mil contratos, metade do que tem sido a média dos últimos dias. Não é possível, portanto, enxergar qual é a tendência do mercado a partir das taxas do fechamento.

Petróleo
O preço do barril de petróleo fechou em alta ontem. Em Londres, o barril do tipo Brent para abril subiu 0,88%, para US$ 46,75. Com o feriado nos EUA (Dia do Presidente), a Bolsa Mercantil de Nova York, onde são negociados os contratos futuros de petróleo, ficou fechada. O preço do barril do petróleo Brent pode chegar a US$ 50 se a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduzir, em sua próxima reunião - prevista para 16 de março -, a cota oficial de produção de seus países membros, segundo comunicado mensal divulgado hoje pelo CGES (Center for Global Energy Studies), com sede em Londres.

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