MERCADO FINANCEIRO
Alta recorde
Fluxo de recursos globais abundante, balanços domésticos favoráveis, risco País abaixo dos 400 pontos-base, exercício de opções na segunda-feira (21), títulos da dívida brasileira em alta. Foram vários os motivos que levaram o Ibovespa a bater seguidos recordes de alta no pregão de ontem. No encerramento dos negócios, o Ibovespa registrava valorização de 2,68%, com 27.090 pontos, recorde histórico. Apenas dois papéis fecharam em baixa.
Maior do ano
A bolsa passou todo o dia em terreno positivo e atingiu a máxima do dia na última hora do pregão, com alta de 2,94% (27.159 pontos). Com o resultado de hoje, o Ibovespa avançou 11,26% em fevereiro e 3,42% no acumulado de 2005. O volume financeiro foi o maior do ano, sem contar dias de vencimento de opções e Ibovespa futuro. Atingiu R$ 2,097 bilhões.
Mais concorrido
Mas o exercício de opções previsto para segunda-feira também contribuiu, e bastante, para a alta do Ibovespa. O papel mais concorrido no exercício, Telemar, é também aquele que tem mais peso na composição do índice de ações. As ordinárias da Telemar fecharam em alta de 5,69%. E as preferenciais subiram 3,65%.
Altas e baixas
As maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira foram Comgás PNA (7,01%), Telemar Norte Leste PNA (6,98%) e Light ON (6,31%). As únicas duas baixas foram Brasil Telecom PN (-1,34%) e Brasil Telecom Par PN (-0,12%).
Dólar cai
O dólar comercial caiu 0,70%, para R$ 2,563 - mais baixo desde 3 de junho de 2002 (R$ 2,536). A queda só não foi maior, segundo operadores consultados, por causa da movimentação dos investidores visando a dar sustentação à ptax (taxa média do comercial). O leilão de compra do Banco Central à tarde teve pouco efeito sobre as cotações, mas também ajudou a limitar a queda. Embora menor do que anteontem, a ptax de venda encerrou acima do pronto, cotada a R$ 2,573, em baixa de 0,73%. Às 18h15, o risco Brasil caía 12 pontos, para 391 pontos-base, menor desde 3 de janeiro de 2005 (a 385 pontos).
Juros também
O bom humor no mercado cambial e na bolsa de valores garantiu um pós-Copom também tranquilo para o mercado de DIs. As taxas de juro caíram, especialmente as mais longas. Em parte o recuo reflete o alívio do mercado com o fato de que não houve, realmente, nenhuma surpresa na intensidade do aumento do juro. E, com o clima de otimismo no mercado como um todo, surgiram muitos aplicadores em renda fixa, o que provoca a queda das taxas.





