MERCADO FINANCEIRO
Volatilidade
Esse foi o tom dado ontem à Bovespa pelos players do mercado. Pelo menos três fatos provocaram a forte oscilação nos preços das ações: eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para presidente da Câmara, vencimento do Ibovespa futuro e de opções sobre Ibovespa marcado para amanhã e a reunião do Copom, que começou hoje e será concluída nesta quarta-feira.
Derrota do PT
A bolsa abriu em baixa, refletindo a derrota do governo na eleição na Câmara dos Deputados. O resultado foi visto de forma negativa pelo fato de o governo ter perdido espaço na agenda legislativa. O Ibovespa chegou a cair 1,21% para 26.211 pontos na mínima do dia. No início da tarde, no entanto, o mercado mostrou ter absorvido o fato e passou a operar em terreno positivo.
Recuperação
Daí em diante, o Ibovespa oscilou entre baixas e altas, sem definir tendência. A pontuação máxima do dia chegou a 26.659 pontos, com alta de 0,48%. No encerramento dos negócios, o Ibovespa mostrava alta de 0,30%, com 26.610 pontos. O movimento financeiro , mais uma vez, mostrou o momento vigoroso pelo qual passa a Bolsa, registrando R$ 1,825 bilhão. No acumulado de fevereiro, a Bolsa registra alta de 9,28%. Em 2005, alta de 1,58%.
Maiores altas
As maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira foram Banco do Brasil ON (5,97%), Telesp PN (2,73%) e Acesita PN (2,26%). As maiores baixas foram Telemar NL PNA (-2,88%), Brasil Telecom Par ON (-2,67%) e Brasil Telecom PN (-2,17%).
Contramão
Na contramão da queda externa da moeda americana, o dólar comercial fechou em alta de 0,19%, a R$ 2,585. Operadores afirmaram que um banco de investimentos local teria enxugado à tarde praticamente todo o fluxo de entrada positivo e, posteriormente, teria vendido os recursos para o Banco Central no 22º leilão realizado na última hora de negócios. Esta movimentação reduziu a liquidez à vista e sustentou a reversão da queda que o pronto exibia antes do leilão. O giro financeiro total à vista aumentou 50%, para cerca de US$ 2,408 bilhões.
Taxa Selic
O mercado de juros já embarcou no ritmo de compasso de espera pela decisão do Copom, em um dia de pouca liquidez e sem notícias que alterem as apostas. O mercado continua apostando, majoritariamente, em uma alta de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic nesta semana. E preparado para mais uma alta de 0,5 ponto em março - embora, para esta reunião, ainda seja preciso conhecer os próximos indicadores de inflação para que as expectativas sejam consolidadas.





