MERCADO FINANCEIRO
Risco país é o menor desde janeiro
O risco país fechou ontem em 400 pontos, em queda de 0,99%, o número mais baixo desde 12 de janeiro (397), reforçando os rumores de uma nova emissão soberana, em reais ou moeda estrangeira. O Ibovespa (ranking das ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo) subiu 1,03%, batendo o recorde de pontuação (25.839 pontos), um dia depois de ter quebrado o recorde de negócios e de volume financeiro. O dólar avançou 0,51%, para R$ 2,739, os juros futuros projetaram alta e o C-Bond perdeu 0,12%, vendido com ágio de 1,688%.
Na Bolsa paulista, o volume financeiro foi forte, R$ 1,973 bilhão. Desse total, R$ 112 milhões se referem ao ajuste para o exercício de opções da próxima segunda-feira. Os papéis das empresas de siderurgia e mineração voltaram a ganhar liquidez. O principal destaque ficou com as ações da Vale do Rio Doce - as ordinárias subiram 4,58%. Usiminas PNA valorizou-se 2,73%. Foi a volta dos investidores estrangeiros para os papéis desses setores, segundo operadores.
A tendência de alta está sendo sustentada pelas expectativas de crescimento econômico em 2005, pelo controle da inflação, pela expectativa de que os juros tenderão a recuar em 2005 e pelos bons resultados esperados por empresas de peso. Além disso, a Lei de Falências foi finalmente aprovada na Câmara e acredita-se na aprovação, ainda este ano, do projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs).
As maiores altas do Ibovespa ficaram com Bradesco PN (5,05%), Vale ON (4,58%) e Klabin PN (4,12%). As maiores quedas foram de Tractebel ON (11,79%), Tele Leste Celular PN (3,08%) e Tele Centro Oeste PN (3%).
Dólar sobre 0,51%
O Banco Central (BC) decidiu pela primeira vez comprar dólares mesmo com a moeda americana subindo diante do real. A ação ajudou a fazer a moeda fechar ontem a R$ 2,739, com alta de 0,51%. Além do leilão do BC, o fato de o dólar ter se apreciado nos principais mercados ajudou a fortalecer a moeda americana por aqui.
Operadores afirmaram que o BC comprou um montante mais expressivo de moeda, atendendo a demanda de boa parte dos bancos que participaram do leilão de hoje. As instituições têm feito pressão para que o BC compre mais moeda do que os lotes adquiridos desde que os leilões de aquisição começaram. A autoridade monetária comprou dólares por até R$ 2,740, taxa muito próxima da do fechamento de ontem.
Sem supresas
Como a elevação de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira já era amplamente esperada, o mercado não repercutiu negativamente a decisão.
O volume negociado ontem na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) foi forte - 55% maior do que o dia anterior. Investidores compraram contratos para adequar suas posições à nova Selic, de 17,75%. Como a nota do Copom, conhecida após a reunião, não trouxe sinais claros de que o aperto monetário acabou, as taxas de juros futuros subiram. No contrato com vencimento no fim de janeiro, a taxa subiu de 17,68% para 17,81%. (Das agências)





