Dólar estabiliza em R$ 2,765

O dólar comercial fechou praticamente estável ontem (+0,03%), cotado a R$ 2,765 para venda. O preço da moeda atravessou o dia abaixo do fechamento de segunda-feira, mas mostrou alguma recuperação no meio da tarde. Operadores relataram que a taxa mostrou reação à nova rodada de desvalorização do dólar no mercado internacional. O déficit comercial dos EUA, de US$ 55,5 bilhões em outubro, bateu por larga margem as projeções do mercado (US$ 52,6 bilhões) e deu a senha para uma nova rodada de perdas para a moeda americana.

O resultado da balança comercial americana, que projeta um déficit recorde para 2004, também sinaliza um ajuste moderado da política monetária, afirmaram analistas internacionais.


Ajuste de posições

A taxa virou no meio da tarde com o ajuste de posições entre investidores, às vésperas do vencimento de US$ 50 milhões em dívida pública indexada ao câmbio. Este vencimento impedia qualquer virtual intervenção do Banco Central no mercado cambial, o que tirou força do mercado para uma valorização da moeda americana.

O quadro econômico positivo, por enquanto, não referenda apostas contra a moeda brasileira. Em tempo: na segunda-feira, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 31,25 bilhões, um salto de quase 34% sobre o resultado de 2003. E a taxa básica de juros, ainda em patamares altos (estima-se ajuste para 17,75% hoje), deve manter o retorno atrativo dos ativos brasileiros para investidores estrangeiros.



Bovespa bate novo recorde

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) zerou ontem as perdas da semana passada e superou a pontuação máxima obtida para este ano, aos 25.563 pontos, em alta de 1,34% e giro de R$ 1,398 bilhão. As ações do setor elétrico puxaram a recuperação da Bolsa e registraram algumas das maiores altas do dia, com destaque para Eletrobras ON (+3,89%), Cesp PN (+2,73%) e Tractebel ON (+7,87%). Segundo o analistas, o mercado devolveu as perdas dos papéis justamente mais prejudicados após o megaleilão de energia.

O setor siderúrgico também também foi responsável por algumas dos maiores picos do pregão, a reboque da perspectiva de forte demanda chinesa para 2005, o que deve manter o atual ciclo de alta dos preços internacionais do aço. A ação preferencial da CST subiu 3,49% enquanto a ordinária da CSN avançou 1,53%. Usiminas PNA, a quarta ação mais negociada do pregão (R$ 51,53 milhões) teve ganhos de 2,60%. (Folhapress)

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