MERCADO FINANCEIRO
Dólar recua, após 4 dias de alta
Sem a intervenção do Banco Central (BC), o dólar interrompeu ontem a trajetória de quatro altas consecutivas e fechou em queda de 0,22%, para R$ 2,775. Ainda assim, o comercial contabilizou na semana ganho de 2,44% ante o real. O Ibovespa (ranking das 54 ações mais negociadas da Bolsa de Valores) subiu 1,66%, os juros futuros projetaram ligeira queda, o risco país caiu 1,67%, para 411 pontos, enquanto o C-Bond - principal título da dívida brasileira - ganhou 0,18%, vendido com ágio de 1,50%.
A forte valorização da moeda americana na semana, combinada com a reação do euro ante o dólar, o recuo do petróleo futuro e a alta da Bolsa paulista estimularam ajustes de posições em câmbio para a realização dos ganhos recentes. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com exceção dos contratos de dólar futuro de julho e agosto de 2005, todos os demais projetaram queda. Para 1º de janeiro, o recuo sinalizado é de 0,16%, para R$ 2,799.
Liquidações
Na próxima segunda-feira devem ser liquidadas as emissões privadas denominadas em reais dos bancos ABN (R$ 55 milhões) e Unibanco (equivalente a US$ 75 milhões). Terça-feira será formada a taxa média do comercial (ptax), a ser usada no dia seguinte nos ajustes da dívida cambial de US$ 49 milhões que estará vencendo e não foi rolada pelo BC. Na sexta, devem sair das reservas internacionais do País US$ 64 milhões para o pagamento de juros do título Global 2013.
Na quinta-feira, o volume das reservas internacionais subiu US$ 33 milhões, para US$ 50,635 bilhões. O aumento reflete, em parte, o ingresso, nas reservas, dos dólares comprados pelo Banco Central no mercado à vista.
Elétricas sobem
O mercado de ações reviu sua avaliação sobre o megaleilão de energia da terça-feira, e pelo menos no que se refere a algumas empresas, essas revisões foram positivas. Esse foi um dos motivos que levaram a Bovespa a fechar em alta. O volume financeiro somou R$ 1,069 bilhão, e na semana, a Bolsa acumulou baixa de 2,10%.
O grande destaque foram as ações da Cemig. As preferenciais fecharam em alta de 6,93% e as ordinárias subiram 5,37%, porque analistas passaram a ver o megaleilão como positivo para a empresa. Além disso, o Merrill Lynch manteve a recomendação de compra para os papéis da Cemig, mesmo depois do megaleilão.
As maiores quedas foram de Klabin PN (1,15%), Eletrobrás ON (0,82%) e Eletrobrás PNB (0,55%). (Agência Estado)





