Nova emissão ajuda os mercados

A nova emissão brasileira, o número baixo de empregos criados nos Estados Unidos e a nova queda do petróleo futuro fizeram os mercados locais terem um dia positivo ontem. O dólar comercial caiu 0,88%, para R$ 2,709, a menor cotação desde 19 de junho de 2002 (R$ 2,707), o Ibovespa subiu 1,06%, os juros futuros projetaram queda, o risco país recuou 0,73%, para 410 pontos, e o C-Bond ganhou 0,50%, vendido com ágio de 1,25%.

Quando a emissão soberana foi confirmada, a pressão de venda no mercado futuro levou o dólar à vista a romper a casa dos R$ 2,70 e cair até R$ 2,695 (-1,39%). Nesse momento, os exportadores foram destaque de venda à vista.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), todos os vencimentos de dólar futuro projetaram queda. O volume financeiro saltou 31,75% para US$ 5,424 bilhões. O contrato de janeiro, com maior liquidez, sinalizou recuo de 0,92%.

Antes da confirmação da emissão, o dólar internamente já caía. As cotações reagiam ao mau desempenho do mercado de trabalho americano e à queda do petróleo futuro, que estimularam vendas de moeda americana e compras de títulos do Tesouro americano, com simultâneo declínio do rendimento destes papéis. O fechamento de captações externas pelo Bradesco, ABN Amro e Unibanco também ajudou.




Bovespa gira R$ 1,3 bilhão

O Índice Bovespa chegou a subir 1,60% na cotação máxima do dia, e o volume financeiro foi de R$ 1,358 bilhão. ''As emissões evidenciam a credibilidade que vem conquistando a economia brasileira no exterior'', comentou um operador, lembrando que o risco Brasil está apenas um pouco acima dos 400 pontos. ''É reflexo da estabilidade política com os bons resultados da economia doméstica.''



Elétricas se destacam

As ações do setor elétrico puxaram a fila das maiores altas do dia, no conjunto de papéis que compõem o Ibovespa. Eletrobrás PNB, quinto papel mais negociado (R$ 56,17 milhões) avançou 4,69%. Cesp PN subiu 4,35% e movimentou R$ 8,84 milhões. A Companhia Vale do Rio Doce assinou ontem memorando de entendimento para construção de uma usina avaliada em US$ 2 bilhões junto com a siderúrgica alemã ThyssenKrupp. A ação preferencial classe A cedeu 0,29%, para R$ 54,80, com negócios de R$ 67,70 milhões.

As maiores quedas foram de Telesp Celular Participações PN (3,30%), Tele Leste Celular PN (1,56%) e TIM Participações PN (1,46%).

A criação de empregos nos EUA foi o fator que mais influenciou o mercado de juros. Para os analistas, o número decepcionante poderá induzir o Federal Reserve a interromper a alta do juro básico americano. O contrato futuro de abril, o mais líquido, projetou taxa de 17,87% ao ano, ante 17,89% na véspera.
(Das agências)

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