Dólar recompõe perdas

O dólar comercial fechou ontem cotado a R$ 2,733 para venda, em alta de 0,81%. A taxa cambial teve um repique, após virar o mês em queda de 4,8%, a pior variação mensal desde abril de 2003. O dia foi de recomposição de perdas para a moeda americana, que recuperou valor frente ao euro e a libra britânica, após bater recordes históricos consecutivos. O euro desceu da cotação histórica de US$ 1,33 para US$ 1,32 enquanto a libra recuou de US$ 1,93 para US$ 1,92 na tarde de hoje.

Analistas internacionais já acreditam numa possível intervenção do Banco Central Europeu (BCE) em colaboração com o Banco do Japão para conter a valorização ''excessiva'' da moeda européia. O titular do BCE, Jean-Claude Trichet, reforçou essas expectativas, ao comentar na Alemanha que a ''intervenção (no mercado de moeda) é uma arma que existe historicamente para os bancos centrais''. A instituição manteve em 2% a taxa básica de juros dos países-membros da União Européia, sem surpreender o mercado.



Câmbio 'mais estimulante'

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, voltou a afirmar ontem que o valor atual do dólar é ''preocupante'' para os exportadores brasileiros e que ele conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao defender um câmbio mais ''estimulante'' para as exportações do País.

Segundo operadores das mesas de câmbio, o mercado especula com uma possível entrada do Tesouro Nacional para fazer novas compras de moeda. Tesourarias de bancos estariam agindo para puxar o preço da moeda americana e repassar dólares a taxas mais caras ou para outros agentes do mercado ou para o próprio governo.

A opinião não é unânime no mercado: para outros profissionais, o Tesouro já formou as reservas necessárias quando a taxa cambial atingiu suas cotações mínimas. As fontes lembram também que o governo já contratou quase US$ 600 milhões em outubro e que restaria, em tese, apenas mais US$ 80 milhões para fazer frente aos compromisso externos deste ano.



Na Bovespa, dia de lucros

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retrocedeu 0,14% no fechamento de ontem. O indicador Ibovespa marcou 25.200 pontos num pregão com giro de R$ 1,173 bilhão. Como antecipado por corretores, o dia foi de realização de lucros no pregão brasileiro, apesar do humor positivo no mercado internacional com o forte recuo do barril de petróleo. O preço da commoditie despencou para US$ 42,55 durante a tarde e no final do dia de ontem apontava US$ 43,15 o barril, em queda de 5,1%.

O desempenho das ações do setor siderúrgico foi sintomático do dia de realização e reverteram as fortes altas de ontem. CSN ON caiu 1,96%, para R$ 50; Usiminas PNA cedeu 3,01%, para R$ 52,08 enquanto CST PN recuou 2,12%, para R$ 138,01.

As Bolsas européias fecharam em alta, com destaque para a Bolsa de Frankfurt (+0,73%). No final da tarde de ontem, as Bolsas americanas operaram praticamente estáveis - o índice Dow Jones registrava baixa de 0,07%. (Folhapress)

mockup