MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa bate recorde de pontuação
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deu sequência ontem ao tom otimista registrado na terça-feira com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. O índice da Bolsa paulista fechou em alta de 0,42%, em 25.234 pontos, novo recorde. O volume financeiro foi de R$ 1,576 bilhão. O risco país chegou a cair até os 396 pontos, mas fechou em 404, recuando 2,90% em relação a segunda-feira, enquanto o C-Bond ganhou 0,43%, vendido com ágio de 1,125%.
Curiosamente, a procura por papéis da dívida brasileira aumentou no momento em que os títulos do Tesouro americano se tornaram mais atraentes, ao pagarem juros maiores. ''Os fundamentos estão bons. O risco Brasil voltou aos níveis registrados em janeiro deste ano'', comentou um operador. Outros ressaltaram que a economia está reduzindo o ritmo e que as expectativas são de inflação mais baixa em 2005. Essa combinação indica que o aperto monetário deverá ficar mais relaxado a partir de janeiro. ''São indicadores importantes para a Bolsa, sem falar no ingresso de dinheiro de fora no mercado'', disse outro operador.
Também chamou a atenção a divulgação da primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa para o primeiro trimestre de 2005. Como era de se esperar, os setores de mineração e siderurgia tiveram seu peso aumentado de 18,545% para 21,887%. Esses setores têm sido o principal destaque da Bovespa nos últimos meses.
As maiores altas ficaram com Ipiranga Petróleo PN, que avançou 3,10%, Petrobras PN (3,01%) e Petrobras ON (2,99%). As maiores quedas foram de Tractebel ON (2,57%), Usiminas PNA (2,27%) e Tele Centro Oeste PN (1,86%).
Juros e dólar
O mercado de juros não encontrou fôlego para novas quedas. Afinal, as taxas vêm recuando desde a semana passada, quando surgiram os indícios de que cairiam as expectativas de inflação para o próximo ano. E intensificaram-se com o resultado do PIB do terceiro trimestre, na medida certa para o mercado: mostrando continuidade da recuperação, mas em ritmo lento, sem sugerir pressões inflacionárias. Para completar, a alta taxa de investimentos mostrou que os gargalos no setor produtivo poderão ser atenuados.
Acompanhando a moeda americana nos principais mercados, o dólar comercial voltou a cair ontem, desta vez 0,22%, vendido a R$ 2,711, o menor nível dos últimos dois anos e meio. Na mínima do dia, a taxa chegou a R$ 2,706, abaixo da cotação do dia 19 de junho de 2002.
O dólar também não parou de cair no mercado internacional. Frente ao euro, a cotação se manteve em patamares recordes, a US$ 1,331, mas o destaque do dia ficou reservado para a moeda britânica. A cotação da libra subiu para seu maior nível frente ao dólar desde setembro de 2002, a US$ 1,9314. (Das agências)





