Dólar cai 1,11% no Brasil

O mercado devolveu a alta dos dois últimos dias e puxou o dólar comercial ontem para sua menor cotação desde 19 de junho de 2002, sendo cotado a R$ 2,755 na ponta de venda, em queda de 1,11% no dia. Operadores de mercado notaram a entrada de exportadores no mercado para aproveitar a alta de quase 1% entre quinta e sexta-feira e desovar os dólares na praça.
O governo informou um superávit comercial de US$ 29,55 bilhões no acumulado deste ano até a terceira semana de novembro, o que representa 89% da projeção estimada pelo mercado para este ano, de US$ 33 bilhões. Contribui para a relativa estabilidade do mercado a ausência de especulações sobre uma possível intervenção do Banco Central (BC) no mercado.
''Não existe razão neste momento para o BC intervir no mercado. Se ele fizesse isso agora, só iria gerar problemas'', disse Mário Paiva, da mesa de câmbio da corretora Liquidez. Enquanto a taxa de câmbio se mantiver na faixa de R$ 2,75 e R$ 2,80, o preço da moeda não provoca desequilíbrios na economia.
A moeda americana também sofreu desvalorização no mercado internacional, onde a taxa caiu de US$ 1,3033 para US$ 1,3045 frente ao euro em Nova York. Neste final de semana, os EUA indicaram que o governo americano não deve intervir na formação de preços da moeda, durante a reunião do G-20 (grupo dos países mais desenvolvidos).

Bovespa sobe 1,7%
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,71% no início da semana, favorecida pelo recuo das taxas de câmbio e pelo desempenho positivo do mercado internacional. O Ibovespa atingiu os 24.444 pontos num pregão com volume financeiro de R$ 1,228 bilhão.
O mercado ainda operou sob um contexto de relativo otimismo sobre a economia neste final de ano, com as últimas notícias sobre a contínua recuperação da produção industrial, das expectativas de vendas maiores para dezembro e da recuperação do mercado de trabalho (leia matéria nesta página).

Sem desequilíbrios
‘‘Não existe razão neste momento para o BC intervir no mercado. Se ele fizesse isso agora, só iria gerar problemas’’, disse Mário Paiva, da mesa de câmbio da corretora Liquidez. Enquanto a taxa de câmbio se mantiver na faixa de R$ 2,75 e R$ 2,80, o preço da moeda não provoca desequilíbrios na economia.
A moeda americana também sofreu desvalorização no mercado internacional, onde a taxa caiu de US$ 1,3033 para US$ 1,3045 frente ao euro em Nova York. Neste final de semana, os EUA indicaram que o governo americano não deve intervir na formação de preços da moeda, durante a reunião do G-20 (grupo dos países mais desenvolvidos).

Destaques no pregão
As ações do setor de telecomunicações, muitas delas endividadas em dólar, puxaram a fila das maiores altas dentro da carteira do Ibovespa. A ação Telemar ON subiu 8,64%; Tim Participações avançou 7,78% enquanto CRT Celular teve ganhos de 5,36%.
No rol das maiores baixas, as ações da fabricante de aviões Embraer lideraram as maiores perdas: a ação preferencial recuou 3,55% enquanto a ordinária cedeu 2,70%, após a empresa ter divulgado expectativas de encomendas pelos próximos dois anos abaixo das veiculadas anteriormente.
No mercado internacional, a estabilidade do barril de petróleo em torno dos US$ 49, pela referência do contrato de janeiro de 2005 em Nova York, puxou um dia de ganhos nas bolsas americanas. (Folhapress)

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