Petróleo faz dólar fechar na máxima

O dólar comercial fechou ontem na cotação máxima do dia, R$ 2,827, em alta de 0,04%, em reação à subida do petróleo futuro. Os contratos para dezembro subiram mais de US$ 1,00 tanto em Nova York como em Londres e chegaram a alcançar a máxima em US$ 49,00 o barril, próximo do encerramento da sessão, impulsionados pela alta dos futuros de óleo para aquecimento em meio ao temores de aperto adicional da oferta do combustível.

O Ibovespa avançou 1,03%, os juros futuros projetaram ligeira alta, o risco país caiu 0,44%, para 454 pontos, e o C-Bond ganhou 0,06%, vendido a 99,4% do valor de face.

De manhã, a moeda americana caiu abaixo de R$ 2,82, para R$ 2,819 (queda de 0,25%), refletindo o fluxo de entrada amplamente positivo. No fim da tarde, quando a liquidez era fraca, as tesourarias, com destaque para o Banco do Brasil, começaram a comprar, o que provocou a reversão dos preços. O giro financeiro total à vista recuou 5%, para US$ 1,866 bilhão.

A alta de 0,25 ponto porcentual no juro básico americano, para 2% ao ano, já era esperada. Mas a ata da reunião do Federal Reserve tranquilizou o mercado, ao prever um ritmo comedido de aperto monetário e ao afirmar que a economia americana está crescendo, apesar da elevação do petróleo futuro.

Após a decisão do Fed, os contratos futuros de dólar na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) não se alteraram. Todos projetaram queda. O volume financeiro caiu para US$ 3,89 bilhões. O paralelo subiu 0,33%, para R$ 3,067.



Bolsa gira R$ 1 bi

A Bolsa paulista, ajudada pela ata do Fed, teve volume financeiro de R$ 1,084 bilhão. Os dados sobre a produção industrial brasileira em setembro, sugerindo uma acomodação da atividade, foram bem recebidos, pois serviram para descartar a possibilidade de uma alta forte da taxa Selic, na próxima semana.

As listas das maiores altas e quedas do Ibovespa foi ditada pela divulgação de resultados trimestrais e iniciativas de gestão. Telesp Celular PN recuperou-se do tombo de terça-feira, após o anúncio de aumento de capital, e liderou o ranking com alta de 6,15%. A seguir veio Braskem PNA, que se valorizou 4,64%. A companhia informou ter lançado um programa de competitividade, que espera resultar em ganhos de R$ 420 milhões por ano.

Eletropaulo PN foi a maior queda do índice, com perda de 2,11%. A companhia encerrou os 9 primeiros meses do ano com prejuízo líquido consolidado de R$ 11,894 milhões, ante lucro de R$ 131,317 milhões no mesmo período de 2003. O contrato de Ibovespa futuro para dezembro projetou alta de 0,89%.


Queda em Nova York

As principais Bolsas de Valores dos Estados Unidos finalizaram o dia de ontem em queda, após a elevação dos juros básicos norte-americanos em 0,25 ponto percentual. A Bolsa de Nova York fechou em baixa, com recuo de 0,01% no índice Dow Jones 30 Industrials, que atingiu os 10.385 pontos, e de 0,10% no S&P 500, que bateu os 1.162 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq retraiu 0,43%, aos 2.034 pontos. (Das agências)

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