MERCADO FINANCEIRO
Queda do petróleo faz dólar recuar
O dólar comercial acompanhou ontem a queda do petróleo futuro e o comportamento favorável dos títulos brasileiros e fechou em baixa de 0,35%, para R$ 2,826. O Ibovespa teve ligeira alta de 0,2%, com giro financeiro de R$ 1,120 bilhão, o risco país caiu 0,44%, para 456 pontos, e o C-Bond ficou praticamente estável, vendido a 99,3% do valor de face.
O recuo da moeda americana só não foi maior por causa dos investidores posicionados na dívida cambial de US$ 656 milhões que vence hoje e não foi renovada pelo Banco Central. A movimentação deles para fortalecer a taxa média (ptax) garantiu um aumento de 32% no giro financeiro no mercado à vista, para US$ 1,920 bilhão. Mas o cenário externo favorável e o fluxo de entrada positivo contiveram as pressões, e a ptax de venda recuou 0,04%, para R$ 2,8287.
No mercado da dívida externa, a emissão de US$ 250 milhões em bônus denominados em pesos, por parte da Colômbia, aumentou a expectativa sobre uma nova emissão do governo brasileiro em eurobônus, mas em reais. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os contratos de dólar futuro projetaram queda, e o paralelo subiu 0,23%, para R$ 3,07.
Tombo da Telesp Celular
Na Bolsa paulista, o pior desempenho foi de Telesp Celular PN, com um tombo de 5,11%. Isso porque a companhia anunciou aumento de capital com o pagamento de R$ 5 por lote de mil ações, um valor que representa desconto de 30% nas preferenciais e prêmio de 2% sobre as ordinárias, com base na média ponderada por volumes de negociação das cotações de fechamento dos últimos 30 pregões da Bovespa. As demais maiores quedas foram de Comgás PNA (3,82%), Cesp PN (2,95%), Telemig Celular PN (2,70%) e Tractebel ON (2,68%).
O ranking foi liderado pelas ações da Bradespar e da Vale do Rio Doce, na expectativa do anúncio do lucro da mineradora, que promete ser recorde. Bradespar PN disparou 4,83%, Vale PNA subiu 3,22% e Vale ON valorizou-se 3,16%. Itaú PN teve alta de 1,80%. Nos primeiros 9 meses do ano, o banco teve lucro líquido de R$ 2,745 bilhões, um aumento de 19,50% em relação ao mesmo período de 2003.
O contrato de Ibovespa futuro para dezembro projetou queda de 0,25%.
Trajetória de queda
No mercado internacional, o preço do petróleo continuou em trajetória de queda ontem ainda refletindo o aumento dos estoques de petróleo dos EUA na semana passada e com o otimismo quanto a um possível novo aumento a ser divulgado hoje. O barril do petróleo para entrega em dezembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, caiu 3,5% fechando a US$ 47,37, depois de atingir US$ 47,75 durante o dia. Foi o menor nível desde 21 de setembro, quando atingiu US$ 46,76. Em Londres, o barril do tipo Brent caiu US 2,21, para US$ 43,71. Os preços do petróleo em Nova York já recuaram mais de 13% em relação ao preço recorde atingido em 22 de outubro (e repetido no dia 26), de US$ 55,17 no fechamento. (Das agências)





