MERCADO FINANCEIRO
Mercado doméstico realiza lucros
O mercado acionário brasileiro descolou-se de Wall Street ontem. Enquanto lá os investidores festejaram o aumento acima do esperado do número de postos de trabalho criados em outubro, aqui prevaleceu o sentimento de que era hora de realizar lucros.
Além disso, se de um lado uma economia forte nos EUA ajuda as empresas, de outro pode acelerar o ritmo de alta dos juros americanos. Às 18h10, o Dow Jones subia 0,56% e o Nasdaq valorizava 0,45%. O Ibovespa fechou em baixa de 1,42%, para 23.542 pontos, com volume financeiro de R$ 1,243 bilhão.
O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que foram abertas 337 mil vagas no mês passado, ante uma expectativa (mediana) de 192 mil. Foi a maior elevação em seis meses. Para a reunião do Fomc na próxima semana, não há mistério. Todo mundo espera um aumento de 0,25 ponto porcentual (pp) da taxa básica dos juros americanos, para 2% ao ano.
Destaques na Bolsa
No Ibovespa, Petrobras PN (+1,70%) e Petrobras ON (+1,88%) foram a quinta e terceira maiores altas, da pequena lista do ranking hoje. As ações escaparam da realização de lucros, pelo fato de ser quase certo um aumento de combustíveis na próxima semana. Segundo o diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, a estatal finaliza na semana que vem novos estudos sobre o preço dos combustíveis no Brasil.
Vale do Rio Doce ON subiu 2,92% e Vale PNA ganhou 2,40%, as duas maiores altas do Ibovespa, pelo bom desempenho do setor de mineração e siderurgia e perspectivas favoráveis para 2005. Com forte participação na mineradora, Bradespar PN (1,82%) ficou em quarto lugar.
Na lista dos piores desempenhos do Ibovespa, destacaram-se o setor elétrico e de telecomunicações. As maiores baixas foram de Cesp PN (-5,34%), Embratel PN (-4,56%), CRT PNA (-4,52%) e Tele Leste Celular PN (-4,48%).
Dólar estável
A moeda norte-americana operou ontem sem tendência definida e encerrou praticamente estável, negociada a R$ 2,82 (+0,03%), após quatro dias consecutivos de baixa. Na semana passada, o dólar oscilou na casa de R$ 2,86. No ano, a queda acumulada soma 2,8%. Para se ter idéia, neste ano, o menor valor da moeda foi de R$ 2,79, alcançado em janeiro.
Já o mercado de juros saiu do marasmo e teve um dia de alta significativa das taxas projetadas na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Parte desse ajuste se deveu aos bons números do mercado de trabalho norte-americano, reacendendo os sinais de aquecimento econômico. Mas também ao discurso conservador de integrantes do Banco Central, em encontro com representantes do mercado financeiro hoje de manhã.
Segundo informações de profissionais que compareceram ao encontro, o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, reafirmou o compromisso do BC com o controle de inflação e especificamente com a meta de 5,1% para 2005. Nada que o mercado não saiba. Mas, já se fala que a taxa Selic terá





