MERCADO FINANCEIRO
Queda do petróleo anima investidores
O mercado brasileiro viveu um dia positivo, favorecido pela forte queda do petróleo, que animou os investidores em todo o mundo. O Ibovespa subiu 1,41%, aos 23.170 pontos. O dólar caiu 0,13%, vendido a R$ 2,862. O risco Brasil recuou 3,65%, aos 475 pontos.
No pregão paulista, os negócios movimentaram cerca de R$ 1,156 bilhão, dentro da média diária do ano. Entre os destaques, a ação da Telemar, a mais negociada, subiu 1,34% para R$ 38,41. Hoje a empresa divulga balanço do terceiro trimestre. O setor de aço teve mais um dia de recuperação. Usiminas PNA avançou 5,28% para R$ 42, enquanto Gerdau PN valorizou 3,34% para R$ 42,89.
Em Nova York, o preço do barril de petróleo despencou 4,91% para US$ 52,46 após a divulgação de um aumento dos estoques do produto nos EUA. A notícia reduziu o temor de crise de desabastecimento, mas ainda é cedo para falar que a trégua será definitiva.
Em Wall Street, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, superou a barreira psicológica dos 10 mil pontos com ganhos de 1,15%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 2,14%.
Dólar cai pelo 2º dia
O dólar caiu pelo segundo dia consecutivo e registrou ontem a menor cotação da semana. A moeda fechou negociada a R$ 2,862, uma baixa de 0,13%. O forte recuo do petróleo aliviou o recente clima pessimista do mercado.
O dólar poderia ter caído mais, mas os investidores ainda se sentem inseguros sobre o cenário externo. No próximo dia 2, haverá a eleição presidencial nos EUA. Últimas pesquisas indicam maior chance do democrata John Kerry vencer o George W. Bush.
Calibrando apostas
Internamente, aguarda-se para hoje a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o que pode ajudar a estancar a piora das expectativas de inflação. O documento do Banco Central (BC) é importante para calibrar as apostas dos bancos sobre o rumo dos juros - elevados na semana passada em 0,50 ponto percentual para 16,75% ao ano, acima do esperado pela maioria dos bancos (0,25).
O vencimento dos contratos de dólar futuro na virada do mês também favorece um recuo da moeda dos EUA. Neste mês diversos bancos apostaram na queda das cotações. O desempenho positivo das exportações reduz pressão sobre a divisa. Na próxima segunda-feira, o BC anuncia se resgata ou não dívida cambial de US$ 656 milhões que vence dia 10. É o penúltimo vencimento do ano. A expectativa é de que o débito não seja rolado, já que não há demanda no mercado por ''hedge'' (proteção). (Folhapress)





