Bovespa sobe 1,09% e dólar cai para R$ 2,866

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acompanhou Wall Street e fechou ontem em alta de 1,09%, na pontuação máxima do dia (22.849). O dólar caiu 0,59%, para R$ 2,866, o risco país recuou 1,18%, para 504 pontos-base, e o C-Bond ganhou 0,76%, vendido a 98,8% do valor de face. Os juros futuros projetaram ligeira alta.

Na Bolsa paulista, o giro financeiro foi de R$ 1,03 bilhão. A Bovespa teve uma manhã negativa, consolidando a alta somente à tarde. Na mínima, chegou a cair 0,20%. A liquidez não foi das mais satisfatórias, com estrangeiros atuando discretamente na compra e na venda. A falta de fluxo sinaliza a retração dos investidores, que devem permanecer na defensiva até que se defina a eleição presidencial nos EUA.

O cenário incerto do petróleo também atrapalha - as cotações futuras subiram em Nova York e em Londres. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,41%, fechando também na máxima do dia, e a Nasdaq avançou 0,77%.



Acesita é destaque

A maior valorização do Ibovespa foi de Acesita PN, com 5,54%. Acredita-se que a empresa teve fortes lucros no terceiro trimestre. Outros destaques foram Brasil Telecom, que avançou 3,66%, e Telemar PNA, com 3,52%. As ações de telefonia móvel - setor que deve trazer balanços ruins, de acordo com operadores - caíram. Telemig Participações perdeu 2,46%, enquanto TIM Participações ON e PN caíram 2,24% e 2,01%, respectivamente.

Petrobras PN cedeu 1,33%. Os investidores não gostaram da notícia de que a estatal poderá não reajustar o querosene de aviação, como forma de aliviar a situação difícil das empresas aéreas. O contrato de Ibovespa futuro para dezembro projetou alta de 0,82%.



Dólar operou em baixa

O dólar comercial operou em baixa o dia todo, acompanhando a melhora dos títulos da dívida, risco Brasil e Bolsas. O giro financeiro no mercado à vista aumentou 13%, para US$ 1,949 bilhão.

A rolagem de contratos futuros começou na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), com firme aumento do volume financeiro. Todos os vencimentos negociados projetaram queda para o dólar, e o giro cresceu 44%, para US$ 9,27 bilhões. Uma disputa mais acirrada entre investidores ''comprados'' e ''vendidos'' em dólar futuro é esperada para os próximos dias, quando as cotações à vista poderão exibir maior volatilidade. O paralelo subiu 0,32%, para R$ 3,093. (Agência Estado)

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