Dólar começa semana em alta de 0,48%

O dólar começou a semana em alta de 0,48%, cotado a R$ 2,884, em um dia de novo recorde do petróleo e de alta do risco brasileiro. Ontem, a moeda norte-americana voltou a encostar nos R$ 2,90 e chegou a ser negociada pelo valor máximo de R$ 2,894 (+0,83%).

O petróleo atingiu o preço recorde de US$ 55,67, mas encerrou em baixa de 1,14% a US$ 54,54. A ''crise da hora'' é a ameaça de greve no setor petrolífero da Noruega, terceiro maior exportador do produto. Mas o governo norueguês já avisou que tentará impedir a paralisação das atividades. Com a escalada do petróleo, há análises de que o ritmo de crescimento da economia mundial pode ser prejudicado, afetando principalmente economias emergentes, como o Brasil.


À espera da ata

No final dos negócios no mercado de câmbio, o risco Brasil, que mede a desconfiança externa nos títulos do País, apontava uma forte alta de 3,86%, aos 511 pontos. A alta do risco Brasil encarece o custo da tomada de empréstimos no mercado internacional. Mas ontem o Banco Mercantil do Brasil concluiu uma captação de US$ 35 milhões no prazo de um ano. Foi a primeira oferta de títulos externos da sua história. O valor ficou acima da oferta inicial (US$ 25 milhões) devido ao excesso de demanda.

Nesta semana, o principal fato previsto na agenda dos investidores é a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). No documento, o Banco Central apresenta as justificativas para a alta de 16,25% para 16,75% da taxa Selic, anunciada na quarta-feira passada. O teor da ata é importante para os investidores porque dará pistas sobre as próximas decisões do Copom -especificamente, se os juros vão subir no ritmo de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.




Na Bolsa, poucos negócios

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana com pequena baixa. O pregão teve um volume fraco de negócios. O novo recorde do petróleo deixou o mercado sem ânimo para valorizar as ações. O Ibovespa, índice das 54 ações mais negociadas, fechou em queda de 0,58%, aos 22.602 pontos, o menor patamar desde o último dia 16 de setembro. O giro ficou abaixo da marca de R$ 1 bilhão, somando apenas R$ 983,966 milhões.

Nos EUA, as Bolsas fecharam quase estável. O índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, teve ligeira variação negativa de 0,08%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq caiu só 0,06%.

Em São Paulo, o destaque do dia foi a ação ordinária da Embraer, que interrompeu uma sequência de quatro quedas. O papel avançou 6,07%. A segunda maior alta foi do papel preferencial da fabricante de jatos (5,7%). A companhia creditou a forte oscilação do preço a um ''ajuste natural'' do mercado. Mas circularam boatos de que uma cliente da canadense Bombardier teria cancelado encomendas e compraria jatos da Embraer. Já a corretora Merrill Lynch recomendou compra dos papéis da Embraer. Nas últimas semanas, o papel desabou com o pedido de concordata da US Airways e rebaixamento de metas de entregas de jatos. (Folhapres)

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