MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha 2 semana consecutiva de alta
O novo recorde do petróleo impediu o dólar de fechar ontem em queda. Após ficar abaixo da marca de R$ 2,85 durante a manhã na mínima de R$ 2,839 (-0,66%), a moeda dos Estados Unidos encerrou vendida a R$ 2,87, uma alta de 0,41%. Foi a segunda semana consecutiva em que o real se desvalorizou frente ao dólar. No início da semana, a divisa encostou em R$ 2,90 com as especulações sobre a decisão do Copom sobre a taxa básica de juros. As captações privadas de recursos no exterior também sumiram.
Ontem o barril do petróleo cru para entrega em dezembro, nova referência na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou acima de US$ 55 pela primeira vez na história. Fechou cotado a US$ 55,17, após máxima de US$ 55,50. O temor de uma eventual escassez de combustível para aquecedores nos EUA pressionou a cotação.
Na véspera, o dólar havia caído 0,55%, após a decisão do Banco Central de elevar os juros de 16,25% para 16,75% ao ano, que foi bem recebida pelos investidores estrangeiros. O aumento da taxa Selic acima do previsto pela maioria dos bancos agradou os credores da dívida do país porque revelou autonomia do Copom em relação às pressões políticas do Planalto, que tentava evitar uma alta dos juros antes do segundo turno das eleições municipais.
Petróleo abala Bolsas
O preço recorde do petróleo abateu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou sua segunda semana consecutiva de perdas. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 1,09%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq recuou 1,97%. Em São Paulo, o pregão movimentou R$ 1,221 bilhão. Das 54 ações que compõem o Ibovespa (índice das 55 ações mais negociadas), 43 encerraram em baixa ontem. O índice caiu 1,40% e terminou no menor patamar (22.735 pontos) em cinco semanas.
A saída de recursos de investidores estrangeiros voltou a preocupar. No mês, até o último dia 20, eles retiraram cerca de R$ 746,4 milhões. Esse valor supera toda a saída de dinheiro do mês passado (R$ 451,7 milhões). Nas últimas semanas, os estrangeiros venderam bastante ações dos setores de mineração, siderurgia e aviação (em especial, Embraer, que reduziu metas de entregas de jatos).
Mas houve exceções no pregão. As ações de celulose e papel exibiram uma reação, após anúncio de reajuste de preços em novembro. O papel da Votorantim Celulose e Papel avançou 2,79%, a maior alta do dia. A ação da Aracruz valorizou 0,76%, quarta maior alta do dia. (Folhapress)





