Dólar fecha em queda pela 1 vez na semana

Pela primeira vez na semana, o dólar fechou em queda. A moeda dos EUA caiu 0,24% e encerrou a quarta-feira cotada a R$ 2,872. Mas a divisa chegou, pela manhã, a encostar em R$ 2,90 com alta de 0,62% na máxima de R$ 2,897. A baixa foi interpretada apenas como um ajuste da cotação, um dia após uma alta de 0,69%, movida por boato de que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixaria o cargo devido à pressão do governo para evitar uma alta da taxa de juro. ''Os boatos evaporaram. O mercado corrigiu o preço. A moeda continua com tendência de baixa'', disse o sócio-diretor da corretora Pioneer, João Medeiros.

Ontem, o dólar completou 35 dias abaixo do patamar de R$ 2,90. Nesse período, o menor preço da moeda (R$ 2,82) foi registrado no último dia 11. No ano, em janeiro, a divisa foi negociada por R$ 2,79, o que levou o BC a comprar dólares.

Medeiros cita fatores que podem pressionar as cotações nos próximos dias: o preço do petróleo, a remessa de recursos por multinacionais e os ruídos políticos. ''As captações privadas também sumiram. Há uma cautela sobre o que acontecerá com o petróleo e o impacto na economia mundial.''


Bovespa em ligeira baixa

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores de São Paulo com as 55 ações mais negociadas) fechou praticamente estável ontem, com ligeira variação negativa de 0,09%, aos 22.873 pontos. O pregão girou R$ 1,250 bilhão. Nos EUA, o índice Dow Jones recuou 0,11%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,52%.

A espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros e a preocupação com a alta do petróleo marcaram os negócios. O anúncio do Copom saiu no início da noite. Quanto ao petróleo, o barril disparou 4,33% e fechou cotado a US$ 54,92, após ser divulgado o dado abaixo do esperado sobre os estoques dos EUA.


Ações da Embraer caem

O destaque negativo do dia foi a ação preferencial da Embraer, que encerrou em baixa de 3,30%. A companhia reduziu previsão de entregas de jatos. Foi a segunda maior queda do dia, atrás do papel da Net (-3,57%). Já a ação da Ripasa subiu 3,68% com a volta de boato de que poderia ser vendida para a International Paper, que evitou comentar. A Ripasa negou a existência de ''fato relevante'' para a forte valorização de seu papel.

A ação da Aracruz valorizou 0,98%, após o anúncio do pagamento de remuneração ao acionista no próximo dia 11 de novembro. A principal ação da Embratel avançou 0,55%, após a Moody's melhorar a perspectiva da nota (rating) da empresa, o que significa que a agência de classificação de risco poderá elevar a nota no curto prazo.


De volta ao pregão

Após duas semanas de suspensão, as ações da Vasp receberam ontem autorização para voltar ao pregão - embora sejam raros os negócios com os papéis da companhia devido à baixa liquidez. No último dia 6, a Bolsa havia suspenso os negócios com as ações da Vasp após o pedido de falência feito contra a empresa, que depositou em juízo os valores reclamados. (Folhapres)

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