Investidores esperam decisão do Copom

O dólar fechou praticamente estável, cotado a R$ 2,859 (+0,07%), em um dia de volume fraco de negócios devido à espera dos investidores pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros. O cenário internacional mais tranquilo, traduzido pela queda do preço do petróleo, contribuiu para a calmaria no mercado de câmbio.

Ontem, o contrato do petróleo para entrega em novembro caiu 2,29% para US$ 53,67 na Bolsa Mercantil de Nova York, após atingir preço recorde de US$ 55,33 na pré-abertura. ''Tem pesado bastante nos negócios o preço do petróleo e o comportamento dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), que causam impacto, por consequência, no preço dos títulos brasileiros negociados no mercado da dívida e no risco Brasil'', disse a diretora da AGK Corretora, Miriam Tavares.

No final dos negócios no mercado de câmbio, o risco Brasil operava com pequena alta de 0,21%, aos 465 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa do País, ficou estável a 99,125% do valor de face.


Petróleo não dá trégua

A analista disse que, até o fim do ano, o petróleo não deve dar uma trégua, pois as causas do atual patamar elevado do preço não devem ser alterar no curto prazo. ''Além da tensão geopolítica e conflitos no Oriente Médio, há o crescimento da demanda basicamente na China e nos EUA. A oferta não acompanhou esse aumento. No ano que vem, o alto preço do petróleo deve causar um arrefecimento no crescimento da economia mundial, então, a demanda tende a diminuir, e os preços do petróleo devem se equilibrar em um patamar mais baixo.''

No Brasil, a diretora da AGK considera que o impacto da alta do petróleo deve ser diluído devido à decisão da Petrobras de evitar um repasse integral da defasagem de preços para os combustíveis. ''Por questões políticas ou não, a Petrobras está conseguindo segurar o preço no mercado interno. Alguns países têm adotado essa política de esperar passar a alta volatilidade do petróleo para só depois decidir por aumentos maiores.''


Leve alta na Bolsa

O Ibovespa, índice das 55 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou ontem com leve alta de 0,18%, atingindo 23.411 pontos. O volume financeiro somou R$ 1,765 bilhão, inflado pelo giro do exercício de opções sobre ações (R$ 550,669 milhões).

A queda do petróleo e o desempenho positivo das Bolsas americanas contribuíram para a alta do mercado paulista. Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,24%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 1,28%.

A ação da Ipiranga Petroquímica teve a maior alta do Ibovespa (+2,88%). A ação da Petrobras, que foi a mais negociada, subiu 2,02%. Segundo um operador, a expectativa de um novo reajuste dos combustíveis favoreceu esses papéis. Já o papel da Embratel registrou a maior queda (-3,76). Ontem à noite, a empresa divulgou o balanço financeiro do terceiro trimestre, mas à tarde já circularam boatos sobre o resultado.

As ações do setor de mineração e siderurgia repetiram o movimento negativo da semana passada, quando ocorreram fortes baixas dos preços dos metais na Bolsa de Londres com avaliação de queda na demanda chinesa. O papel da Vale caiu 1,11%. (Folhapress)

mockup