MERCADO FINANCEIRO
Petróleo e EUA derrubam os mercados locais
O petróleo futuro perto dos US$ 55 o barril, a queda nos estoques de derivados nos Estados Unidos, o aumento do déficit comercial americano e a alta da gasolina e do diesel aqui prejudicaram ontem os mercados locais. O dólar comercial fechou em alta de 1,13%, para R$ 2,872, o Ibovespa caiu 1,42%, ficando abaixo dos 23 mil pontos (22.959), e os juros futuros projetaram alta. O risco país subiu 6,42%, para 481 pontos, enquanto o C-Bond perdeu 1%, vendido a 98,8% do valor de face.
Também influenciaram o resultado fraco da General Motors no trimestre passado e as 12 mil demissões por ela anunciadas para os próximos dois anos. Isso levou ao rebaixamento da classificação de risco da companhia pela Standard & Poor's, afetando negativamente as Bolsas como um todo. Em Nova York, o Dow Jones recuou 1,07%, e a Nasdaq, 0,91%.
Corrida por dólar
A alta do risco Brasil provocou um movimento de manada de compra de dólares à tarde, quando a oferta ficou escassa. As tesourarias de bancos reforçaram a zeragem de posições ''vendidas'' e algumas empresas anteciparam compras da moeda prevendo os vencimentos de dívidas neste trimestre (estimados entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões), além das remessas de lucros e dividendos de fim de ano.
Segundo operadores, o reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras foi muito pequeno, ante o descontrole dos preços internacionais. Por isso, gerou expectativas de um novo aumento após o segundo turno das eleições municipais.
Fuga de capital
A forte saída de capital externo da Bovespa neste mês, de R$ 627,7 milhões até o dia 8, por causa basicamente da oferta pública de ações da Vivo, também justifica parte da demanda por dólares. ''Muitos estrangeiros venderam os papéis nessa oferta e reinvestiram em dólar'', afirmou um operador.
Todos os contratos de dólar futuro projetaram alta, e o paralelo subiu 0,10%, para R$ 3,073.
Ibovespa cai
O Ibovespa passou boa parte do dia em queda superior a 1%, e na mínima, chegou a cair 1,82%. Os setores de mineração e siderurgia seguiram pressionados, ainda sob os efeitos da queda nos preços das commodities metálicas nos mercados futuros.
O volume financeiro na Bovespa atingiu R$ 1,426 bilhão e investidores estrangeiros participaram do pregão. Como o mercado não gostou da magnitude do aumento dos combustíveis, Petrobras PN encerrou em baixa de 0,71%, mas chegou a cair mais de 3%, de manhã.
O segmento de mineração e siderurgia caiu bem. CST PN recuou 3,54%, CSN ON 3,19%, Gerdau PN 2,99% e Caemi PN 2,84%. A maior queda foi de CRT Celular PNA, 3,70%. (Agência Estado)





