MERCADO FINANCEIRO
Dados dos EUA ajudam títulos brasileiros
Os números fracos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos acabaram favorecendo os títulos da dívida dos países emergentes e o C-Bond valorizou-se 0,76% ontem, voltando a ter ágio, ainda que pequeno. Ele foi vendido a 100,063% do valor de face, na cotação máxima. E o risco país teve uma boa queda de 3,06%, para 457 pontos.
As dúvidas sobre a recuperação da economia americana sugerem que o Federal Reserve poderá interromper o ciclo recente de alta do juro básico. Por isso, os juros pagos pelos títulos do Tesouro dos EUA caíram, estimulando a compra de papéis de outros países. As Bolsas reagiram mal. O Índice Dow Jones fechou em baixa de 0,69% e a Nasdaq recuou 1,47%. Como o C-Bond voltou a operar acima do valor de face, surgiu o rumor de que o governo poderá aproveitar o momento para fazer uma troca desse título.
Influência no dólar
Os problemas econômicos americanos influenciaram o dólar comercial mais do que a nova alta do petróleo futuro. Ele fechou em queda de 0,77%, para R$ 2,829, o mesmo nível dos fechamentos de segunda-feira e de 16 de janeiro. O mercado cambial foi também influenciado pelo fluxo financeiro positivo e pelo IPCA de setembro mais baixo (0,33%, ante 0,69% em agosto). Os investidores anteciparam negócios, em razão dos feriados de segunda-feira nos Estados Unidos (Dia de Colombo) e de terça-feira no Brasil. O giro financeiro total à vista aumentou 40%, para US$ 2,115 bilhões.
Mas na segunda-feira será formada a taxa média (ptax) que servirá para a liquidação e ajustes da dívida cambial de US$ 1,442 bilhão que vence dia 13. Se o petróleo continuar subindo, a menor liquidez esperada no mercado poderá favorecer uma alta da moeda americana e fortalecer a ptax. Na BM&F, todos os vencimentos de dólar futuro projetaram queda, e o paralelo fechou em R$ 3,070, recuando 0,42%.
Bovespa em baixa
O petróleo e as Bolsas americanas impediram a Bovespa de fechar a semana acima dos 24 mil pontos. O Ibovespa caiu 0,74%, em 23.926 pontos. A percepção de que a Petrobras não deve demorar para elevar o preço dos combustíveis continuou a ajudar as ações da companhia. O papel PN teve o maior giro financeiro do dia, R$ 138,2 milhões.
Tele Leste Celular PN caiu 7,06%, o pior desempenho da Bovespa, seguida por Klabin PN, que cedeu 3,93%. Entre as maiores altas, liderou Bradesco PN, com alta de 2,05%, seguida por Telesp Celular Participações (1,75%). O contrato de Ibovespa futuro para outubro projetou queda de 0,95%. Na BM&F, os contratos de juros futuros projetaram ligeiro recuo. (Agência Estado)





