MERCADO FINANCEIRO
Petróleo provoca 3 alta seguida do dólar
Mais uma vez, o petróleo futuro prejudicou os mercados ontem. Com a cotação do barril, em Nova Iorque, superando novamente os US$ 52 (US$ 52,67), o dólar comercial registrou sua terceira alta consecutiva, de 0,32%, para R$ 2,851. O risco país subiu 1,33%, para 457 pontos, o C-Bond (principal título da dívida brasileira) perdeu 0,25%, vendido a 99,2% do valor de face, e os juros futuros ficaram estáveis. O Ibovespa conseguiu superar os problemas ao longo do dia e fechou em alta de 0,32%.
A disparada dos preços futuros da commodity justificou parcialmente o reforço das posições ''compradas'' em dólares por parte das tesourarias de bancos e importadores. O ajuste do câmbio refletiu ainda uma antecipação dos investidores à previsão de formação da taxa média (ptax) da moeda americana na próxima segunda-feira. A liquidez deverá ser reduzida, na segunda, por causa do feriado do Dia de Colombo, nos Estados Unidos, e de Nossa Senhora Aparecida, na terça-feira. Essa expectativa poderá justificar até novos ajustes de posição e de preços. A ptax de venda servirá para a liquidação e ajustes do vencimento de papéis cambiais do dia 13, no total de US$ 1,442 bilhão.
Papéis brasileiros
No mercado de títulos da dívida, os investidores continuaram a realizar lucros com os papéis brasileiros, embalados pela nova emissão soberana de US$ 1 bilhão. Na BM&F, os contratos de dólar futuro projetaram alta, e o paralelo fechou em R$ 3,083, subindo 0,10%.
Os bons fundamentos da economia brasileira compensaram a disparada do petróleo futuro, favorecendo um comportamento lateral da Bovespa. Mas a entrada de recursos ajudou a Bolsa paulista a fechar em alta, com giro de R$ 1,19 bilhão. O Ibovespa operou no negativo de manhã. Investidores estrangeiros participaram do pregão.
Desacelerando o ritmo
Em Nova Iorque, o Índice Dow Jones caiu 1,12% e a Nasdaq, 1,14%. Em tese, a Bovespa deverá desacelerar o ritmo de negócios hoje, por causa do feriado nos EUA na segunda-feira. Mas a proximidade do vencimento do Ibovespa futuro, na quarta, pode alterar esta expectativa.
Petrobras PN, com alta de 0,61%, voltou a puxar os negócios, com giro de R$ 158,1 milhões, pelos mesmos motivos dos últimos dias: o potencial da bacia do Espírito Santo e a perspectiva de reajuste no preço dos combustíveis. As maiores altas do Ibovespa ontem foram de Tele Nordeste Celular PN, que avançou 5,07%, Cesp PN (3,89%), Tele Celular Sul PN (3,86%) e Tele Celular Leste PN (3,66%). As maiores quedas foram registradas por Klabin PN (2,97%), Bradespar PN (2,59%) e Telemig Participações PN (2%).
Segundo estudo da Economática, o valor de mercado das 260 empresas listadas na Bovespa atingiu ontem o maior nível da história, R$ 753,1 bilhões. (Agência Estado)





