Dólar fecha em alta pelo segundo dia

O dólar subiu pelo segundo dia consecutivo ontem, afetado pelo novo recorde do petróleo e pelo vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,8 bilhão que será resgatada pelo Banco Central (BC) na próxima semana. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,42%, cotada a R$ 2,842. Na máxima, atingiu R$ 2,845 (+0,53%).

Em Nova Iorque, o barril de petróleo para entrega em novembro encerrou em alta de 1,82% a US$ 52,02. As justificativas foram a greve dos petroleiros na Nigéria, sétimo maior exportador, e a queda dos estoques nos EUA, onde o consumo de óleo e gás para aquecedores vai crescer no inverno a partir do fim do ano.

Nem o anúncio da venda de US$ 1 bilhão em bônus global de 15 anos pelo governo brasileiro evitou uma nova alta da moeda. A operação, alvo de rumor desde a semana passada, foi considerada um sucesso, pois o rendimento do papel ficou no piso das expectativas (9,15%), o que significa um custo menor para o governo.


Pressões dos credores

Até a próxima semana, o dólar poderá sofrer pressões dos credores de uma dívida de R$ 1,8 bilhão que vence nos dias 13 e 14. O governo já avisou que não vai rolar os títulos, o que é positivo, pois reduz a parcela da dívida pública atrelada ao câmbio.

Mas a pressão dos bancos será para garantir uma cotação maior no resgate da dívida. A taxa média oficial do dólar (ptax) da véspera do vencimento, será usada como base para a liquidação da dívida. Portanto, quanto maior a taxa, maior a remuneração de seus detentores no resgate dos títulos.



Bovespa gira R$ 1,18 bi

A Bovespa interrompeu ontem uma sequência de quatro altas e fechou em queda de 0,74%. Apesar da baixa, o principal índice da Bolsa paulista se manteve acima dos 24 mil pontos, marcando 24.027 pontos no final dos negócios. O pregão movimentou R$ 1,185 bilhão, dentro da média do ano.

A escalada do preço do petróleo no mercado internacional afetou a Bolsa e ofuscou as boas notícias do dia, como a divulgação de mais um indicador de inflação em baixa e o sucesso do governo em mais uma captação externa. A queda dos preços dos alimentos ajudou o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) a recuar para 0,48%, o menor nível desde outubro do ano passado.


Operação sucesso

Já o Brasil vendeu US$ 1 bilhão em bônus global de 15 anos. A operação, alvo de rumor desde a semana passada, foi considerada um sucesso, pois o rendimento do papel ficou no piso das expectativas (9,15%), o que significa um custo menor para o governo.

As ações da Petrobras continuaram com ganhos, com a expectativa de anúncio de um reajuste dos combustíveis. A ON avançou 0,4%, enquanto a PN subiu só 0,1%. A ação da Aracruz finalizou em alta de 0,9%. Amanhã, a empresa divulga o balanço do terceiro trimestre. O Banco Brascan estima um lucro de R$ 381 milhões - maior que o do segundo trimestre (R$ 129 milhões) e o de igual período de 2003 (R$ 168 milhões). (Folhapress)

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