MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha no menor valor desde janeiro
O dólar começou a semana em queda, refletindo a baixa do petróleo, a melhora do risco brasileiro, a entrada de recursos e o rumor sobre nova captação externa do governo. Ontem, a moeda caiu pelo segundo dia e fechou cotada a R$ 2,826, queda de 0,42%. Esse é o menor valor desde 15 de janeiro (R$ 2,816).
O resultado do primeiro turno das eleições municipais também foi bem recebido. Analistas esperam que o governo supere as dificuldades e retome a agenda de votações das reformas. O PT, partido do presidente Lula, elegeu prefeitos em seis capitais e vai disputar o segundo turno em 23 cidades de grande porte no próximo dia 31.
O barril de petróleo encerrou com pequena baixa de 0,42% a US$ 49,91 em Nova Iorque, após a notícia de que o governo da Nigéria, o sétimo maior exportador de petróleo no mundo, firmou um cessar-fogo com um grupo rebelde que ameaçava destruir as instalações petrolíferas. Essa é a segunda tentativa de trégua nos últimos dias.
Superávit e rumores
Com a nova baixa, a moeda dos EUA se aproxima do menor valor do ano (R$ 2,79). O comércio exterior ajuda a manter o fluxo de recursos positivo. Foi divulgado ontem um superávit comercial de US$ 309 milhões na sexta-feira. No ano, a balança acumula saldo positivo de US$ 25,430 bilhões.
Ganhou também força o rumor de que o governo prepara uma nova venda de títulos no exterior no valor de até US$ 1,5 bilhão. A operação deve ocorrer na primeira quinzena, antes do pagamento semestral dos juros do C-Bond, principal título da dívida, marcado para o dia 15.
O risco-país chegou a despencar 6%, atingindo 436 pontos, menor patamar desde 27 de janeiro. O C-Bond subiu 1,13% e alcançou 100% do valor de face, o que não ocorria desde 28 de janeiro.
Bovespa fecha em alta
Ontem a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo e atingiu o maior patamar desde o último dia 27 de janeiro. O Ibovespa (ranking com as 55 ações mais negociadas) superou a barreira dos 24 mil pontos e avançou 1,57%, aos 24.150 pontos. O volume financeiro somou R$ 1,262 bilhão, acima da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão).
A corretora paulista Planner fez uma previsão otimista sobre o comportamento do mercado de ações neste mês, com base na aposta de uma trégua no mercado de petróleo e na retomada das votações no Congresso após as eleições. ''Para o mês de outubro, contamos com a continuidade do comportamento favorável do mercado de ações brasileiro lastreado, externamente, na continuidade da retomada da economia mundial e possibilidade de acomodação do preço do petróleo e, internamente, na superação depois das eleições das dificuldades de retomada da agenda positiva para votação das reformas microeconômicas e manutenção dos indicadores macroeconômicos favoráveis'', citou relatório da corretora Planner.
Nos EUA, o índice Dow Jones subiu 0,23%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq teve ganhos de 0,53%. No pregão paulista, a ação PNA da Vale do Rio Doce subiu 1,9% para R$ 57,19, após a empresa divulgar ter assinado um contrato de fornecimento de minério de longo prazo com a japonesa Sumitomo. Já Telemar PN disparou 4% para R$ 39,90. Na sexta-feira, a Aracruz Celulose abre a temporada de balanços do terceiro trimestre. Ontem, a ação da companhia caiu 1,32%. (Folhapress)





