MERCADO FINANCEIRO
Dólar tem maior queda percentual em 55 dias
O dólar começou outubro em forte queda, influenciado por rumor sobre nova captação externa do governo. A moeda dos EUA caiu 0,76% e fechou a semana cotada a R$ 2,838. Esse é o menor valor desde 16 de janeiro (R$ 2,829).
Segundo operadores, o governo Lula já prepara um nova venda de bônus no exterior. A operação deve ocorrer na primeira quinzena deste mês, antes do pagamento semestral dos juros do C-Bond, principal título da dívida, marcado para o dia 15.
Desde 6 de agosto, há 55 dias, o dólar não recuava tanto em uma única sessão como ocorreu ontem. A Bovespa também subiu mais de 2%, e o risco Brasil caiu mais de 1%. Operadores citaram que o ambiente é favorável a uma captação soberana.
Em 22 de setembro, o governo lançou 250 milhões de euros em títulos da dívida externa com prazo de oito anos. Foi uma reabertura da emissão feita no dia 8 de setembro no valor de 750 milhões de euros. Em setembro, três agências de classificação de risco (S&P, Moody's e Fitch) melhoraram a nota (''rating'') do Brasil. Além disso, o governo elevou a meta do aperto fiscal (superávit primário) de 2004, o que foi bem recebido pelos credores.
Com a previsão otimista de a economia crescer mais de 4% neste ano, o país tem condições de lançar títulos da dívida no mercado internacional por um custo menor e utilizar esses recursos para pagar os títulos que estão vencendo.
Bovespa inicia mês com alta
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou o primeiro pregão de outubro com uma alta de 2,29%, animada pelo mercado americano, pelas ações da Petrobras e pelas compras de investidores estrangeiros. Composto por 55 ações, o principal índice da Bolsa marcou 23.777 pontos, o nível mais elevado desde 28 de janeiro, quando estava em 23.851 pontos. O pregão girou R$ 1,221 bilhão, acima da média, indicando a presença de recursos externos.
A Petrobras impulsionou a Bovespa. A ação preferencial (sem direito a voto) foi a mais negociada e disparou 3,47%, atingindo R$ 94 (valor que exclui a remuneração a ser paga ao acionista). Com o petróleo fechando acima de US$ 50 pela primeira vez na história, cresceu a expectativa de anúncio de reajuste dos combustíveis após o primeiro turno das eleições no domingo.
Nos EUA, o índice Dow Jones subiu 1,11%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 2,39%. Contribuiu para os ganhos a divulgação de que os gastos na construção civil nos EUA atingiram recorde em agosto, totalizando US$ 1,02 trilhão. O mercado de ações ignorou a disparada do petróleo, que fechou cotado a US$ 50,12, alta de 0,97%. (Folhapress)





