MERCADO FINANCEIRO
Expectativa de captação faz dólar cair 0,45%
A cotação do dólar comercial caiu ainda mais na tarde de ontem, como resultado da trégua nos preços do petróleo e também por fatores técnicos. A expectativa de entrada no mercado de cerca de US$ 200 milhões de uma captação externa privada na próxima segunda-feira e a formação da ptax (taxa média do dólar comercial) hoje, último dia útil de setembro, estimularam a antecipação de venda da moeda americana à vista, que fechou o dia em baixa de 0,45%, a R$ 2,854.
A ptax também servirá para o ajuste da dívida em swap cambial de US$ 452 milhões integralmente resgatada, que deverá ser honrado pelo Banco Central sexta-feira. Por isso, o comportamento do dólar à vista ainda poderá ser influenciado hoje por esses vencimentos. Ontem, houve expressivo aumento das rolagens de contratos futuros de dólar: foram realizadas 277.730 operações, com volume financeiro de US$ 13,89 bilhões.
Pausa para o petróleo
No mercado internacional, os relatórios americanos apontando aumento dos estoques de petróleo nos Estados Unidos na semana passada e o acordo entre o líder rebelde e o governo da Nigéria para o fim dos combates na região sul do País, rica em petróleo, permitiram uma pausa na escalada do óleo. Em Nova Iorque, o contrato de petróleo para novembro encerrou em queda de 0,78% a US$ 49,51. Em Londres, o barril do Brent com mesmo vencimento recuou 0,80%, para US$ 46,08.
A queda do petróleo também favoreceu uma correção técnica dos preços dos títulos da dívida brasileira e o recuo do risco país, que caiu 8 pontos, para 475 pontos básicos. Entre os papéis brasileiros mais negociados, o C-Bond encerrou na cotação máxima a 98,75 centavos de dólar, alta de 0,06%. O Global 40 subiu 0,49%, para fechar a 111,95 centavos de dólar.
Juros e ações
Já o mercado de juros teve ontem um novo gás, impulsionado, principalmente, pelo resultado do IGP-M de setembro, abaixo das previsões do mercado. As taxas de médio prazo (dos contratos a partir de janeiro/2005) recuaram, em um dia em que a liquidez apresentou uma ligeira melhora. Mas, por ora, o mercado não tem apetite para alterar suas projeções para o curto prazo.
A reação da Bolsa de Valores de São Paulo destoou do câmbio e dos juros. O motivo foi o inesperado crescimento do PIB americano de 3,3% no segundo trimestre (ante expectativa de 3%), que levou a remuneração dos títulos do Tesouro americanos a disparar. No fim da tarde, o rendimento projetado pela T-note de 10 anos subia a 4,0924% e do T-bond de 30 anos, para 4,8682%. O Dow Jones fechou em alta de 0,58% e o Nasdaq subiu 1,29%. A Bovespa recuou 0,10%, para 23.208 pontos, com volume financeiro de R$ 1,140 bilhão. (Agência Estado





