MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha em queda com anúncio da Fitch
O dólar fechou ontem em queda de 0,20%, vendido a R$ 2,867, influenciado pelo anúncio da melhora da nota (''rating'') da dívida soberana do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch. Durante a manhã, a moeda americana chegou a subir até 0,20% atingindo a cotação máxima de R$ 2,879, ainda refletindo a disparada do petróleo para um patamar recorde. O preço do barril superou US$ 50 em Nova Iorque, mas depois desacelerou e voltou a ficar abaixo desse patamar. A alta do petróleo pode prejudicar o ritmo de crescimento da economia mundial, dizem analistas. O temor com uma redução da oferta do petróleo devido às turbulências em países produtores como Iraque, Nigéria e Rússia, são citadas como fatores da alta do preço do barril.
Nota de crédito
No final da manhã, a Fitch anunciou a elevação da nota de crédito do Brasil, que voltou ao patamar de junho de 2002, período de turbulências com as eleições presidenciais. Apesar da elevação, a nota do Brasil ainda está abaixo do rating de países como Colômbia, Costa Rica e Filipinas, e no mesmo patamar do Azerbaijão, Peru e Vietnã. Segundo a Fitch, a mudança na nota refletiu a melhora da economia, do desempenho balança comercial, a redução do nível de endividamento público externo e o compromisso com políticas macroeconômicas sólidas, como o aperto fiscal.
Também foi divulgado ontem a pesquisa CNT/Sensus, apontando que a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um crescimento de 3 pontos percentuais entre agosto e setembro, subindo de 38,2% para 41,3%. Esse é o melhor resultado desde outubro de 2003.
Bovespa sobe 1,74%
Após uma semana de ausência, os investidores estrangeiros voltaram às compras ontem no pregão paulista, levando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a subir 1,74%. Com essa valorização, o principal índice da Bolsa voltou ao patamar de 23 mil pontos, fechando aos 23.230 pontos, o nível mais elevado desde janeiro. O volume de negócios somou R$ 1,386 bilhão, acima da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão).
O anúncio da melhora da nota da dívida soberana do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch e os ganhos das Bolsas americanas ofuscaram as preocupações com o novo preço recorde do petróleo. O índice Dow Jones subiu 0,89%, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,54%.
A recuperação das ações de siderurgia e mineração, puxada pelas compras de estrangeiros, contribuiu para a alta da Bovespa. A ação ordinária da Companhia Vale do Rio Doce liderou a lista de ganhos, um dia após o diretor-presidente da mineradora, Roger Agnelli, fazer prognósticos otimistas sobre a empresa, na apresentação anual a investidores na Bolsa de de Nova York. Ele também informou que a Vale deve vender sua participação na Usiminas. Os papéis da siderúrgica mineira subiram 6,6%. Já o papel da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avançou 6,9%. (Agência Estado)





