Dólar sobe e Bolsa cai, influenciados pelo petróleo


As preocupações com a oferta do petróleo voltaram a nortear os mercados ontem. O barril para novembro subiu 1,55% em Nova Iorque, cotado a US$ 49,64, novo preço recorde. Em Londres, o barril subiu 1,32%, para US$ 45,93. Com os preços do petróleo em alta, o índice Dow Jones caiu 0,58% e o Nasdaq recuou 1,04%. Sem espaço para reação, o Ibovespa (índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em baixa de 0,60%, em 22.834 pontos, com volume financeiro de R$ 1,853 bilhão. O giro foi elevado por causa do leilão de fechamento de capital da Bunge Brasil, que movimentou R$ 797 milhões, após 1.853 transações.

O mercado se convenceu de que houve avanços regulatórios e de que o crescimento da economia aumenta a demanda por energia. Também há expectativa com a oferta de ações da CPFL Energia. Por isso as maiores altas do Ibovespa foram do setor elétrico. Os melhores desempenhos foram de Cemig PN (5,62%), Cemig ON (5,40%) e Eletrobrás PNB (4,04%).


Leves oscilações

O dólar passou o dia com leves oscilações, sempre perto da estabilidade. Fechou com alta de 0,10%, em R$ 2,873, também pressionado pela alta do petróleo. A moeda não subiu mais graças à atuação dos exportadores, que, mesmo modesta, conseguiu limitar uma elevação mais forte.

Nesta semana, o câmbio também deve reagir às movimentações para a formação da ptax na quinta-feira, pois no dia seguinte há vencimento duplo: dívida cambial de US$ 452 milhões em swaps e de dólar futuro na BM&F. Outro fator desfavorável ao câmbio nestes últimos dias tem sido a elevação do risco país, que se distancia dos 450 pontos e se aproxima dos 500 pontos. Perto das 17h de ontem, estava em 487 pontos, 9 pontos acima de sexta-feira. Ainda assim, o mercado não desistiu de apostar no anúncio de novas captações privadas no próximo mês.


Juros futuros

Os juros futuros permaneceram inalterados, embutindo prêmios compatíveis com a idéia de que o rumo da taxa de juros (Selic) nos próximos meses é de ligeira alta. E essa expectativa foi confirmada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Em entrevista em São Paulo, ele disse que o aumento da meta de superávit fiscal para este ano não reduz a responsabilidade do Copom de mexer na taxa de juros, se necessário.

O Tesouro Nacional faz hoje e quinta-feira leilão de NTN-C (títulos indexados ao IGP-M) em duas etapas. Serão ofertados papéis com vencimento em julho de 2017, abril de 2021 e janeiro de 2031. Na primeira etapa, hoje, a oferta será de até 500 mil títulos entre os três vencimentos e a liquidação deve ser em dinheiro. Se o volume for atingido, haverá segunda volta, com a oferta de 10%. Na segunda etapa, quinta-feira, a oferta sobe a 2 milhões de títulos, e a liquidação deve ser feita por meio de outros títulos. A liquidação financeira da operação será na sexta-feira, 1º de outubro. (Agência Estado)

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