MERCADO FINANCEIRO
Dólar sobe 0,27% após quatro quedas seguidas
O mercado de câmbio reagiu bem ontem à melhora do ''rating'' da dívida soberana do Brasil pela Standard & Poor's. No entanto, no final do dia, a moeda norte-americana deu uma acelerada e fechou com alta de 0,27%, a R$ 2,876 na venda. Durante o dia, chegou a recuar 0,27%, voltando para R$ 2,866.
Na avaliação de Jorge Kattar, do Banco Rabobank, é normal que a moeda suba um pouco após quatro quedas seguidas. Somente na semana passada, o dólar acumulou desvalorização de 1,2% em relação ao real. Alguns importadores aproveitam a cotação baixa para reforçar suas compras de divisas. Segundo ele, o mercado já esperava a melhora da nota de crédito da dívida brasileira, o que fez a moeda recuar por vários dias seguidos.
A S&P anunciou a melhora do rating brasileiro na sexta-feira, e o mercado já cogita um novo ''upgrade'' nos próximos meses. Kattar considera que a tendência é ainda de melhora no câmbio. O analista avalia que a discussão em torno de um aumento da meta de superávit ''é positiva'' para o País e para o mercado. Atualmente, a meta de superávit é de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) e pode chegar a 4,5% em 2005.
Bovespa reduz ritmo
O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou estável ontem, com tendência levemente positiva (+0,02%, aos 23.078 pontos), após registrar alta de 1,78% pela manhã. O volume financeiro totalizou R$ 1,980 bilhão.
A redução da alta no índice da Bovespa acompanhou o movimento das ações preferenciais da Telemar e da Petrobras, carros-chefes da Bolsa paulista, que pela manhã foram impulsionados pelo exercício de opções.
A Telemar PN fechou com valorização de apenas 0,17%, a R$ 39,11, depois de alcançar alta de 2,92% (a R$ 40,19). Petrobras PN terminou o dia a R$ 87,62 (alta de 0,38%), após subir 1,76% durante o dia, atingindo R$ 88,82. Com o avanço das ações da Telemar e da Petrobras, muitos investidores exerceram opções de compra dos papéis das duas empresas. Pela manhã, estimulou também o mercado acionário paulista a notícia de melhora do ''rating'' (nota de crédito) da dívida soberana brasileira, anunciada na sexta-feira passada após o fechamento dos mercados pela agência Standard & Poor's.
Dow Jones e Nasdaq
Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,77% ontem, enquanto a Bolsa eletrônica Nasdaq teve baixa de 0,10%. Pesaram os resultados abaixo do esperado de empresas e a alta do petróleo, que ultrapassou ontem a marca dos US$ 46 com o anúncio da petrolífera russa Yukos de que irá suspender temporariamente o fornecimento para a China. O preço do barril, no entanto, recuou no fim da sessão e fechou cotado a US$ 46,35, uma baixa de 1,67%.
O mercado norte-americano aguarda também a reunião do Federal Reserve (Fed), BC dos EUA), hoje. Embora já trabalhe com a possibilidade de um aumento de pelo menos 0,25 ponto percentual no juro dos EUA - que está em 1,5% ao ano-, o mercado está na expectativa do comunicado do presidente do Fed, Alan Greenspan, a ser divulgado após a reunião.
A melhora no rating da dívida brasileira teve reflexo nos títulos da dívida do País. O C-Bond - principal papel da dívida externa brasileira - teve ontem leve alta de 0,06% no final do dia, para 99,313% do seu valor de face. E o risco-país caiu 1,93%, para 457 pontos básicos, menor patamar desde janeiro. (Folhapress)





