Risco país fecha abaixo dos 500 pontos

O risco país fechou ontem abaixo dos 500 pontos, em 494, em queda de 1,59%. A última vez em que o índice fechou abaixo desse nível foi dia 9 (493 pontos). O C-Bond avançou 0,13%, vendido a 98,5% do valor de face, enquanto o dólar recuou 0,24%, para R$ 2,902, e o Ibovespa subiu 0,15%. O mercado de juros ficou praticamente parado, à espera da decisão do Copom, que aumentou a Selic em 0,25 ponto porcentual.

O mercado de câmbio teve liquidez fraca, prejudicada pela greve dos bancários em São Paulo. Assim, as tesourarias de grandes instituições estiveram ausentes durante boa parte do dia. Quem conseguiu operar teve como foco o vencimento cambial de hoje e a reunião do Copom.


Dia atípico

O protesto dos bancários resultou num dia atípico para o câmbio. Embora as mesas estivessem operando com certa normalidade, os negócios foram afetados pela paralisação da área administrativa, da qual dependem as decisões. Mas a movimentação em torno da formação da taxa média (ptax) que vai remunerar hoje o resgate do vencimento de US$ 1,073 bilhão, em swaps e títulos, não foi capaz de puxar as cotações.

A moeda americana passou o dia em baixa, acompanhando o bom desempenho dos demais ativos, Bolsa e risco país, em especial. Segundo um operador, o mercado trabalha com um piso informal de R$ 2,87 no curto prazo. Na BM&F, os contratos futuros projetaram queda, e o paralelo fechou em R$ 3,123, em alta de 0,10%.


Desconforto na Bovespa

O desconforto marcou as operações na Bolsa paulista, com os operadores evitando formar posições pesadas no dia do Copom. O volume financeiro somou R$ 1,066 bilhão.

A maior queda do Ibovespa foi de Embraer PN, 3%. Embraer ON caiu 1,78%. A companhia confirmou a suspensão ''temporária'' de entregas à US Airways, que pediu concordata domingo. A empresa americana é um dos principais clientes da Embraer, tendo feito um pedido firme de 85 jatos modelo 170, sendo que 22 já foram entregues.

Telesp Celular PN perdeu 1,87%. Os investidores realizaram lucros, após a disparada de terça-feira, quando o papel foi beneficiado pela ausência de ofertas para São Paulo no leilão de sobras do Serviço Móvel Pessoal.

Já as elétricas encontraram espaço para recuperação, uma correção técnica de preços. Lideraram o ranking do Ibovespa Eletrobrás ON, que subiu 4,71%, Eletrobrás PNB (4,63%), Cemig PN (3,83%) e Cemig ON (2,72%).

O contrato de Ibovespa futuro para outubro projetou queda de 0,09%.
Na BM&F, o contrato de juro futuro para janeiro projetou taxa de 16,15% ao ano, ante 16,13% na véspera. (Agência Estado)

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