MERCADO FINANCEIRO
Dólar fecha semana abaixo de R$ 2,93
O dólar fechou a semana em queda de 0,40%, vendido ontem a R$ 2,928, menor valor desde o último dia 27 de abril, quando custava R$ 2,918. A queda do petróleo (- 0,16% a US$ 43,99) contribuiu para a calmaria no mercado de câmbio. Nos últimos cinco dias, a moeda norte-americana acumulou baixa de 0,91%.
Na próxima segunda-feira, apesar do feriado nos EUA e véspera do Dia da Independência no Brasil, o Banco Central (BC) fará sua sondagem do mercado para anunciar, à noite, se vai renovar ou não uma dívida cambial de US$ 1,073 bilhão que vence no próximo dia 16. Será o único vencimento do mês. O próximo está previsto para o dia 1º de outubro (US$ 452 milhões).
Sem rolagem
''A expectativa é que essa dívida não seja rolada'', afirma o vice-presidente-executivo de tesouraria do banco alemão WestLB, Flávio Farah. Ele diz que a perspectiva de ingressos de recursos ao país alivia as pressões sobre as cotações. Nos últimos dias, algumas companhias fecharam captações. Outras falam em voltar a emitir bônus no exterior. ''O cronograma de vencimentos de dívida privada neste mês não é carregado.''
Há ainda a expectativa de um novo lançamento de títulos da dívida externa pelo Brasil. Na próxima semana, o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, visita investidores na Europa, o que estimulou nesta semana rumores de que o País prepara uma emissão de bônus soberano em euros - o que seria a primeira do governo Lula.
O risco Brasil terminou em queda de 2,10%, aos 511 pontos. O C-Bond, principal título da dívida do país, valorizou 0,25% para US$ 0,976.
Giro baixo na Bovespa
O Ibovespa, índice das 55 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou ontem em queda de 1,20%, somando 22.415 pontos. O mercado paulista foi prejudicada pelo desempenho negativo nas Bolsas dos EUA, ignorando a leve queda do barril de petróleo (- 0,16% a US$ 43,99), a baixa do dólar (-0,40% a R$ 2,928) e o recuo do risco Brasil (- 2,10%, aos 511 pontos).
Com o pregão mais curto em Wall Street por conta do feriado do Dia do Trabalho na próxima segunda-feira, o volume financeiro da Bolsa paulista atingiu só R$ 784,782 milhões, o menor desde o último dia 5 de julho, quando totalizou R$ 642,172 milhões. O índice acumulou queda de 0,8% na semana, mas ainda está com uma leve alta no acumulado do ano (+0,8%).
A Bolsa eletrônica Nasdaq encerrou em queda de 1,55%, enquanto o Dow Jones caiu só 0,29%. A Nasdaq foi derrubada pela Intel, maior fabricante mundial de chips, cujo papel desabou 7,30% após a empresa reduzir sua previsão de vendas no terceiro trimestre.
Teles e siderúrgicas
Em São Paulo, o Itel (índice das teles) teve queda de 2,2%. Carro-chefe da Bovespa, Telemar PN encerrou em baixa de 1,73%, a R$ 38,55. Mas houve espaço para altas. O papel da Bradespar disparou 5,9% para R$ 81,30 e teve a maior valorização do Ibovespa. Segundo o diretor da corretora Americainvest, Luiz Kleber Hollinger, a ação da empresa de investimentos do Bradesco foi favorecida pela expectativa de boa demanda pelas ações a serem emitidas em oferta pública pela CPFL Energia, que abrirá capital.
As ações do setor de aço foram destaques na lista das mais negociadas e registraram baixas. Usiminas PNA perdeu 1,30% a R$ 45,30. Já CSN ON desvalorizou 0,17% a R$ 45,97. Gerdau PN caiu 1,42% a R$ 47,70. ''As siderúrgicas estão devolvendo os fortes ganhos acumulados nos últimos meses. Agora, os grandes investidores estão tirando seu dinheiro desse setor.''
Para o diretor da Americainvest, na próxima segunda-feira, com o fechamento das Bolsas americanas e a consequente ausência de operações de arbitragem entre os dois mercados, a expectativa é de um giro de negócios ainda menor do que o registrado nesta sexta-feira. ''Talvez o volume some a metade do de hoje.'' (Agência Folha)





