Petróleo dispara e afeta Bolsas e dólar

O petróleo voltou a dar manchete e contribuiu em muito para a Bolsa deixar o dois-pra-lá-dois-pra-cá e registrar uma queda mais forte ontem. O Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, em 22.513 pontos. O giro financeiro somou R$ 1,097 bilhão. No início da tarde, o Ibovespa atingiu a mínima, com perda de 1,93%. Isso porque informações preliminares davam conta de um incidente com ''vítimas em massa'' em Washington. Mas polícia local esclareceu que a intoxicação de cerca de 30 pessoas foi causada por adolescentes que espalharam spray de pimenta num shopping center.

Pela manhã, o American Petroleum Institute (API) informou que os estoques de petróleo cru norte-americanos caíram 8,093 milhões de barris na semana que terminou em 27 de agosto em relação a anterior, ficando em 281,374 milhões de barris. A estimativa era de aumento de 330 mil barris. De imediato, os contratos futuros começaram a acusar solavancos. Na Nymex, o barril de petróleo para entrega em outubro disparou 4,46%, cotado a US$ 44. Em Londres, o barril do Brent para outubro era cotado em US$ 41,47, em alta de 4,7%.



Notícia menos ruim

Em Wall Street, o índice Dow Jones também não se sustentou. Inicialmente, operou em alta porque uma notícia ruim foi menos ruim. O índice de atividade industrial nacional dos gerentes de compras dos EUA caiu para 5%9 em agosto, de 62% em julho. Como especulava-se sobre uma queda maior, para 57%, houve um certo alívio momentâneo. Mas o Dow Jones acabou o dia em queda de 0,05%.

As maiores altas do Ibovespa foram de Embraer PN (3,59%) e Embraer ON (1,62). As teles quase ocuparam toda a lista dos piores desempenhos do Ibovespa. Tele Celular Sul ON recuou 5,88%, maior baixa. A seguir vieram Telemig Celular PN (-4,81%), Net PN (-4,62%), Telesp PN (-4,42%) e Light ON (-4,07%).



Dólar tem leve alta

O dólar interrompeu a trajetória de queda que seguia há vários dias, tendo começado o mês de setembro em alta modesta. A piora do mercado externo, principalmente com a elevação dos preços do petróleo, serviu de argumento para o mercado puxar levemente a cotação. No entanto, as perspectivas para o cenário seguem favoráveis e as apostas de que a moeda americana atingirá os R$ 2,90 em breve estão mantidas.

Na terça-feira o dólar fechou abaixo de R$ 2,93 e sustentou-se ontem abaixo deste nível até o início da tarde, quando inverteu o sinal, fechando a R$ 2,933, em alta de 0,14%, tendo na mínima atingido R$ 2,923. Segundo explicou um operador, o mercado abriu disposto a buscar os R$ 2,90, mas o fluxo não foi bom o suficiente para derrubar o preço a este nível, também por conta da disparada do petróleo.

Um analista disse que o dólar ''andou de lado'' e que não há aposta na mudança da tendência de queda da moeda. O mercado permanece confiante em que captações externas privadas estão no forno para serem anunciadas a qualquer momento, assim como a emissão soberana do governo. As perspectivas são sustentadas pelo comportamento do risco Brasil, que, apesar da alta de terça-feira e ontem, mantém-se próximo dos 500 pontos-base. Ontem, no final da tarde, a taxa estava em 521 pontos, estável.

A boa notícia do dia foi o resultado da balança comercial no mês passado. O saldo positivo de US$ 3,433 bilhões é recorde histórico mensal para meses de agosto. Pelo quarto mês consecutivo, o superávit mensal supera os US$ 3 bilhões. (Agência Estado)

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