MERCADO FINANCEIRO
Dólar cai 0,30% e fica abaixo de R$ 2,95
O dólar fechou ontem abaixo de R$ 2,95. A queda de 0,30% fez a moeda norte-americana terminar cotada a R$ 2,946, ainda a menor cotação desde o dia 30 de abril, quando custava R$ 2,932. Após iniciar os negócios sem tendência definida, a divisa só começou a cair com mais intensidade no período da tarde. Na mínima do dia, o dólar saiu por R$ 2,936 (-0,64%). Na máxima, por R$ 2,961 (+0,20%). Hoje, a moeda completa 15 dias abaixo dos R$ 3,00 e deve fechar o mês de agosto acumulando queda. Até esta segunda-feira, a baixa no mês já soma 3%. Será o terceiro mês consecutivo de baixa. A divisa caiu 1,59% em julho e 3,22% em junho.
A valorização dos títulos da dívida externa do Brasil e a queda (2,08% a US$ 41,30) do preço do barril de petróleo contribuíram para o recuo das cotações do dólar. O risco Brasil, que mede o retorno dos títulos da dívida externa do País, caiu mais de 3%, atingindo mínima de 506 pontos, menor patamar desde o dia 30 de janeiro (493 pontos). Entre os operadores, voltaram os rumores de que o Brasil prepara uma nova emissão de títulos da dívida externa.
Notícia negativa
Mas a semana começou com uma notícia negativa de inflação, reforçando a avaliação de que o juro subirá no curto prazo. Antes da abertura do mercado de câmbio, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em 1,22% em agosto. A fundação esperava uma taxa abaixo de 1%. Na última quinta-feira, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou para uma alta iminente da taxa Selic.
Nos últimos três meses, o dólar entrou em uma tendência de baixa refletindo a volta das captações de recursos no exterior por empresas e bancos. Também contribuíram para o alívio nas cotações a maior entrada de divisas com o aumento das exportações e a avaliação de que os países emergentes, como o Brasil, não devem sofrer tanto com o processo de alta dos juros nos EUA.
Na Bolsa, alta de 1,21%
A Bovespa subiu ontem mais de 1%, favorecida pela queda do petróleo (2,08% a US$ 41,30) e do risco Brasil. Mas o volume de negócios foi fraco e ficou abaixo de R$ 1 bilhão pelo terceiro pregão consecutivo. O Ibovespa (54 ações mais negociadas) fechou em alta de 1,21%, aos 22.869 pontos. As transações somaram apenas R$ 815,078 milhões, abaixo da média diária do ano (R$ 1,1 bilhão). Faltando um pregão para o fim de agosto, o índice paulista acumula ganhos de 2,3% no mês e de 2,8% no ano.
A ação PN da Eletropaulo teve a maior alta. Valorizou 5,1% e encerrou cotada a R$ 67 o lote de mil. Na sexta-feira passada, a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) elevou a nota de crédito da empresa.
A maior queda do Ibovespa foi da ação PN da Telesp (como ainda é conhecida no pregão a empresa da Telefônica). Ontem a corretora Merrill Lynch rebaixou a recomendação para as ações da empresa - de ''compra'' para ''neutra''.
Nos EUA, o Dow Jones encerrou em queda de 0,71%, enquanto o principal indicador da Bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 1,37%. O início da convenção republicana para chancelar a candidatura do presidente George W. Bush levou o mercado americano a adotar a cautela e voltar a se preocupar com a segurança. (Agência Folha)





